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	<title>F-2000 &#8211; História da Força Aérea Brasileira</title>
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	<description>Desde 1996 trazendo à Internet a História da Força Aérea Brasileira!</description>
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		<title>Dassault Mirage 2000 F-2000B/C</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rudnei]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Jan 2021 15:43:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Aeronaves]]></category>
		<category><![CDATA[de Caça]]></category>
		<category><![CDATA[F-2000]]></category>
		<category><![CDATA[Mirage]]></category>
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					<description><![CDATA[O Dassault Mirage 2000 foi desenvolvido a partir de 1972, e oferecido ao governo francês como alternativa ao projeto &#8220;Avion de Combat Futur&#8221; &#8211; ACF, uma aeronave de asa de geometria variável cujo custo de desenvolvimento levou ao seu cancelamento, em 1975. Usando o motor turbofan SNECMA M53 desenvolvido para o ACF, o Mirage 2000 ... <a title="Dassault Mirage 2000 F-2000B/C" class="read-more" href="https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/2021/01/11/dassault-mirage-2000/" aria-label="Read more about Dassault Mirage 2000 F-2000B/C">Ler mais</a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Dassault Mirage 2000 foi desenvolvido a partir de 1972, e oferecido ao governo francês como alternativa ao projeto &#8220;Avion de Combat Futur&#8221; &#8211; ACF, uma aeronave de asa de geometria variável cujo custo de desenvolvimento levou ao seu cancelamento, em 1975.</p>
<p>Usando o motor turbofan SNECMA M53 desenvolvido para o ACF, o Mirage 2000 retomou a asa em delta do Mirage III (a qual havia sido abandonada no Mirage F1), equipando-a com slats em todo o bordo do ataque, os quais são atuados automaticamente através do &#8220;software&#8221; de controle de vôo. A asa em delta apresenta algumas vantagens, como melhores características aerodinâmicas em vôo a alta velocidade, facilidade de construção, menor assinatura radar e boa capacidade de armazenamento de combustível; por outro lado, exige uma velocidade mais alta de aterrissagem, distância maior de decolagem e aterrissagem e baixa manobrabilidade a baixa altura. Para remediar essas deficiências, a Dassault incorporou o conceito de instabilidade dinâmica no Mirage 2000, movendo o centro de pressão para trás do centro de gravidade da aeronave. Com isso, melhorou-se a manobrabilidade e reduziu-se a distância de decolagem; já a distância de aterrissagem foi reduzida utilizando-se um sistema de freios a base de fibra de carbono.</p>
<p>A aeronave é dotada de um sistema &#8220;fly-by-wire&#8221; redundante e o piloto a controla usando o sistema &#8220;hands-on-throttle-and-stick&#8221; (HOTAS), com o qual a maioria dos sistemas da aeronave são ativados através de botões instalados no manche e na manete de potência do motor.</p>
<p>O primeiro protótipo voou em 10 de março de 1978, e o primeiro exemplar de produção voou em 20 de novembro de 1982. Os primeiros Mirage 2000C, de interceptação, foram declarados operacionais em 1984.</p>
<p>Um total de 124 Mirage 2000C foram produzidos. Os primeiros 37 exemplares eram equipados com o radar Thomson-CSF RDM (&#8220;Radar Doppler Multifunction&#8221;), e foram construídos nos padrões S1 a S3 (este último permite o lançamento de mísseis ar-ar guiados por radar Matra Super R-530F). Os exemplares subseqüentes, números de construção de 37 a 124, foram produzidos nos padrões S4 a S5 e receberam o radar Thomson-CSF RDI (&#8220;Radar Doppler Impulse&#8221;), a partir de 1987, o qual oferece uma melhor capacidade &#8220;look-down&#8221;. Com o radar RDI, introduziu-se também os mísseis ar-ar guiados por radar Matra Super R-530D, de maior alcance.</p>
<p>O armamento utilizado para combate ar-ar é composto de um par de canhões DEFA 554 de 30mm (com 125 cartuchos cada), dois mísseis ar-ar com guiagem infravermelho Matra Magic 2, além de dois mísseis Super R-530F/D. Em missões de ataque ao solo, a aeronave pode lançar bombas &#8220;burras&#8221; e guiadas a laser, e foguetes não-guiados; a designação laser pode ser feita através de um &#8220;pod&#8221; ou por outra aeronave.</p>
<p>Os Mirage 2000C empregam um pacote de contra-medidas eletrônicas (CME) e de autodefesa composto pelo sistema de aviso de iluminação por radar (RWR) Thales Serval (com antenas nas pontas das asas e na parte traseira no topo da deriva), pelo sistema CME Dassault Sabre (com uma antena na base da deriva e outra à frente da deriva, no topo), e um dispensador de &#8220;chaff/flare&#8221; Matra Spirale, instalado na raiz de cada asa, atrás.</p>
<p>A partir de 1990, foi desenvolvido a versão Mirage 2000-5. Em 1993, a fim de promover essa variante no mercado internacional, a Força Aérea Francesa converteu 37 Mirage 2000C-S4 e Mirage 2000C-S5 para a versão Mirage 2000-5F, a qual incorpora o radar Thomson-CSF RDY (&#8220;radar Doppler multicible&#8221;, capaz de engajar quatro alvos simultâneos), porém mantendo a mesma suíte de contra-medidas eletrônicas e de auto-defesa da versão C. Com o radar RDY, os Mirage 2000-5F passaram a empregar os mísseis de guiagem radar autônoma Matra MICA (&#8220;Missile de Interception, de Combat et de Autoprotection&#8221;).</p>
<p>Com a entrada em serviço do radar RDY, os radares RDI previamente instalados nas aeronaves convertidas para a versão -5F foram instalados nos Mirage 2000C equipados com o radar RDM.</p>
<p>Uma versão biplace de treinamento foi produzida na forma do Mirage 2000B, num total de 30 exemplares (números de construção 501 a 530), equipados em sua maioria com o radar RDM. O Mirage 2000B não é equipado com canhões, mas pode lançar os mesmos mísseis da versão monoplace. A partir do Mirage 2000B, foram desenvolvidos os Mirage 2000N de ataque nuclear (lançando o míssil cruzeiro ASMP, &#8220;Air-Sol Moyenne Portée&#8221;), e o Mirage 2000D, de ataque convencional.</p>
<p><strong>No Brasil</strong></p>
<p>Em 2005, com o cancelamento do projeto de seleção de um novo caça para a FAB, denominado &#8220;Projeto F-XBR&#8221;, e com a iminente desativação dos Dassault Mirage IIIE/DBR (a qual ocorreu em 31 de dezembro daquele ano), o Governo Brasileiro optou por adquirir dez aeronaves Mirage 2000C e duas aeronaves Mirage 2000B, da Força Aérea Francesa, além do treinamento de pilotos e mecânicos, peças de reposição e armamentos ar-ar, a um custo fixo de 80 milhões de euros (de acordo com o Decreto nº 5.625, de 22 de dezembro de 2005).</p>
<figure id="attachment_1820" aria-describedby="caption-attachment-1820" style="width: 910px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-large wp-image-1820" src="https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/F-2000C-4949-e-4943-RDC-1024x682.jpg" alt="" width="920" height="613" srcset="https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/F-2000C-4949-e-4943-RDC-1024x682.jpg 1024w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/F-2000C-4949-e-4943-RDC-300x200.jpg 300w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/F-2000C-4949-e-4943-RDC-768x512.jpg 768w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/F-2000C-4949-e-4943-RDC-1536x1024.jpg 1536w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/F-2000C-4949-e-4943-RDC-2048x1365.jpg 2048w" sizes="(max-width: 920px) 100vw, 920px" /><figcaption id="caption-attachment-1820" class="wp-caption-text">F-2000C 4949 e 4943 (foto Rudnei Dias da Cunha).</figcaption></figure>
<figure id="attachment_1827" aria-describedby="caption-attachment-1827" style="width: 910px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-large wp-image-1827" src="https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/F-2000B-FAB-4933-BACO-28AGO2010_Leandro-Casella-IMG_10485-copy-1024x675.jpg" alt="" width="920" height="606" srcset="https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/F-2000B-FAB-4933-BACO-28AGO2010_Leandro-Casella-IMG_10485-copy-1024x675.jpg 1024w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/F-2000B-FAB-4933-BACO-28AGO2010_Leandro-Casella-IMG_10485-copy-300x198.jpg 300w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/F-2000B-FAB-4933-BACO-28AGO2010_Leandro-Casella-IMG_10485-copy-768x507.jpg 768w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/F-2000B-FAB-4933-BACO-28AGO2010_Leandro-Casella-IMG_10485-copy.jpg 1075w" sizes="(max-width: 920px) 100vw, 920px" /><figcaption id="caption-attachment-1827" class="wp-caption-text">F-2000B 4933 (foto Leandro Casella).</figcaption></figure>
<figure id="attachment_1824" aria-describedby="caption-attachment-1824" style="width: 910px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-large wp-image-1824" src="https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/F-2000C-4940-RDC-1024x760.jpg" alt="" width="920" height="683" srcset="https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/F-2000C-4940-RDC-1024x760.jpg 1024w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/F-2000C-4940-RDC-300x223.jpg 300w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/F-2000C-4940-RDC-768x570.jpg 768w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/F-2000C-4940-RDC-1536x1140.jpg 1536w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/F-2000C-4940-RDC-2048x1520.jpg 2048w" sizes="(max-width: 920px) 100vw, 920px" /><figcaption id="caption-attachment-1824" class="wp-caption-text">F-2000C 4940 (foto Rudnei Dias da Cunha).</figcaption></figure>
<figure id="attachment_1825" aria-describedby="caption-attachment-1825" style="width: 910px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-1825" src="https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/F-2000B-4933-RDC-1024x683.jpg" alt="" width="920" height="614" srcset="https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/F-2000B-4933-RDC-1024x683.jpg 1024w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/F-2000B-4933-RDC-300x200.jpg 300w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/F-2000B-4933-RDC-768x512.jpg 768w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/F-2000B-4933-RDC-1536x1024.jpg 1536w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/F-2000B-4933-RDC-2048x1366.jpg 2048w" sizes="auto, (max-width: 920px) 100vw, 920px" /><figcaption id="caption-attachment-1825" class="wp-caption-text">F-2000B 4933 (foto Rudnei Dias da Cunha).</figcaption></figure>
<p>O referido decreto previa a entrega das aeronaves em lotes, sendo o primeiro composto por três Mirage 2000C e um Mirage 2000B. As primeiras aeronaves foram entregues à FAB em 2006, para emprego pelo 1º Grupo de Defesa Aérea, sendo denominadas F-2000C e F-2000B, respectivamente.</p>
<p>Em 2013, com o término do contrato de manutenção, os F-2000 foram retirados do serviço ativo na FAB.</p>
<p><strong>CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS (Dassault Mirage 2000C)</strong></p>
<ul>
<li>Motor: um turbofan SNECMA M53-5 de 54,0kN de potência (86,3kN de potência com pós-combustão)</li>
<li>Envergadura: 9,13 m</li>
<li>Comprimento: 14,36 m</li>
<li>Altura: 5,20 m</li>
<li>Superfície alar: 41,00 m2</li>
<li>Peso: 7.500 kg (vazio); 17.000 kg (máximo)</li>
<li>Velocidade: 2.340 km/h (máxima)</li>
<li>Teto de serviço: 18.000 m</li>
<li>Alcance: 1.480 km</li>
<li>Armamento: dois canhões DEFA 554 de 30mm com 125 cartuchos cada; dois mísseis ar-ar de médio alcance (20-25 milhas náuticas), com guiagem radar, semi-ativos, Matra Super R-530D instalados nos pilones internos; dois mísseis ar-ar de curto alcance (6-8 milhas náuticas), com guiagem infravermelho, Matra Magic 2, nos pilones externos. Capacidade secundária de ataque ao solo: lançamento de bombas &#8220;burras&#8221; e guiadas a laser, e foguetes não-guiados; designação laser pode ser feita através de um &#8220;pod&#8221; ou por outra aeronave.</li>
</ul>
<p><strong>Perfis</strong></p>
<figure id="attachment_3478" aria-describedby="caption-attachment-3478" style="width: 910px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-3478" src="https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/03/f-2000c_4940-1024x317.png" alt="" width="920" height="285" srcset="https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/03/f-2000c_4940-1024x317.png 1024w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/03/f-2000c_4940-300x93.png 300w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/03/f-2000c_4940-768x238.png 768w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/03/f-2000c_4940-1536x475.png 1536w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/03/f-2000c_4940-2048x633.png 2048w" sizes="auto, (max-width: 920px) 100vw, 920px" /><figcaption id="caption-attachment-3478" class="wp-caption-text">F-2000C 4940, 1º Grupo de Defesa Aérea.</figcaption></figure>
<figure id="attachment_3479" aria-describedby="caption-attachment-3479" style="width: 910px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-3479" src="https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/03/f-2000b_4932-1024x317.png" alt="" width="920" height="285" srcset="https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/03/f-2000b_4932-1024x317.png 1024w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/03/f-2000b_4932-300x93.png 300w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/03/f-2000b_4932-768x238.png 768w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/03/f-2000b_4932-1536x475.png 1536w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/03/f-2000b_4932-2048x633.png 2048w" sizes="auto, (max-width: 920px) 100vw, 920px" /><figcaption id="caption-attachment-3479" class="wp-caption-text">F-2000B 4932, 1º Grupo de Defesa Aérea.</figcaption></figure>
<p><strong>Bibliografia</strong>:</p>
<ol>
<li>J. Flores Jr., “Aeronaves Militares Brasileiras – 1916 – 2015”, Action Editora, Rio de Janeiro, 2015.</li>
</ol>
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