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	<title>Aviação Embarcada &#8211; História da Força Aérea Brasileira</title>
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	<description>Desde 1996 trazendo à Internet a História da Força Aérea Brasileira!</description>
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		<title>1º Grupo de Aviação Embarcada</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rudnei]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Jan 2021 00:23:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Aviação Embarcada]]></category>
		<category><![CDATA[FAB]]></category>
		<category><![CDATA[Unidades Aéreas]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_4297" aria-describedby="caption-attachment-4297" style="width: 223px" class="wp-caption alignleft"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-4297" src="https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/11/GAE1-2o-233x300.png" alt="" width="233" height="300" srcset="https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/11/GAE1-2o-233x300.png 233w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/11/GAE1-2o.png 646w" sizes="(max-width: 233px) 100vw, 233px" /><figcaption id="caption-attachment-4297" class="wp-caption-text">1º Grupo de Aviação Embarcada</figcaption></figure>
<p>O 1º Grupo de Aviação Embarcada foi criado em 6 de fevereiro de 1957, na <a href="https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/2020/12/28/base-aerea-de-santa-cruz/">Base Aérea de Santa Cruz</a>. Sua missão era a de operar as aeronaves de asa fixa a bordo do NAeL (navio aeródromo leve) &#8220;Minas Gerais&#8221;, da Marinha do Brasil.</p>
<p>O 1º GAE era formado por dois esquadrões. Originalmente, era previsto que um deles utilizaria aeronaves de caça e outro utilizaria aeronaves de guerra antissubmarina. Quando a Marinha decidiu por operar o &#8220;Minas Gerais&#8221; como porta-aviões antissubmarino, o esquadrão de caça foi substituído por um esquadrão de helicópteros antissubmarino. Dessa forma, o 1º GAE passou a ser constituído pelo 1º/1º GAE, que operaria os aviões, e o 2º/1º GAE, que operaria os helicópteros.</p>
<p>Assim, a FAB adquiriu doze aeronaves Grumman S-2A Tracker; denominados como P-16 pela FAB, doze aeronaves foram recebidas a partir de 1961. No ano seguinte, chegaram ao Brasil os seis helicópteros Sikorsky SH-34G.</p>
<figure id="attachment_1129" aria-describedby="caption-attachment-1129" style="width: 290px" class="wp-caption alignleft"><img decoding="async" class="wp-image-1129 size-medium" src="https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/GAE1-2-1o-300x300.png" alt="" width="300" height="300" srcset="https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/GAE1-2-1o-300x300.png 300w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/GAE1-2-1o-150x150.png 150w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/GAE1-2-1o-768x768.png 768w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/GAE1-2-1o-666x666.png 666w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/GAE1-2-1o.png 824w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><figcaption id="caption-attachment-1129" class="wp-caption-text"><div class="cc-attribution-box"> </div></div> 2º/1º GAE</figcaption></figure>
<p>O emblema do 2º/1º GAE refletia a sua missão: um helicóptero pairando no ar, com seus tripulantes ouvindo os ecos do sonar na guerra antissubmarina.</p>
<p>O código rádio do 1º GAE, &#8220;Cardeal&#8221;, surgiu quando do traslado dos P-16 dos EUA para o Brasil. Ao realizarem uma parada, a tripulação do C-82A do 1º Grupo de Transporte de Tropas que os acompanhava, viu as tripulações do 1º GAE vestindo macacão de voo laranja e um boné vermelho, bastando para que a tripulação do C-82A os apelidasse de &#8220;cardeais&#8221;, e o nome acabou sendo adotado pelo 1º GAE.</p>
<p>O 1º GAE esteve envolvido no episódio da &#8220;Guerra da Lagosta&#8221;. Em 1963, navios pesqueiros franceses haviam sido apreendidos pelas autoridades brasileiras por estarem pescando sem autorização dentro do mar territorial brasileiro. O governo francês enviou então o destroier &#8220;Tartu&#8221; para a costa brasileira, ao largo de Fernando de Noronha, em protesto contra a apreensão dos pesqueiros. Dentre as unidades da FAB e da Marinha do Brasil despachadas para fazer frente ao &#8220;Tartu&#8221;, encontrava-se o 1º GAE, o qual manteve quatro P-16, armados com foguetes, sobrevoando o navio francês até a retirada do mesmo.</p>
<p>No entanto, a Marinha reivindicava o direito de operar aeronaves de asa fixa, o que era prerrogativa da FAB desde a sua criação, em 1941. Essa disputa adquiriu proporções de tal monta que o governo teve de intervir, acabando por decretar, em 1965, que caberia à Marinha operar apenas helicópteros. Dessa forma, o 2º/1º GAE foi desativado e seus SH-34G foram transferidos para a Marinha.</p>
<p>Com a disputa encerrada, finalmente os Tracker da FAB puderam operar a bordo do NAeL. A primeira aterrisagem de um P-16 no &#8220;Minas Gerais&#8221; foi realizada no dia 22 de junho de 1965 pelo Ten.-Av. Antonio Claret Jordão.</p>
<p>Em 1974, foram adquiridos oito S-2E, vindos de estoques da marinha norte-americana. Com a aquisição da nova versão, os P-16 foram designados como P-16A, enquanto os S-2E receberam a designação P-16E. Cinco P-16A foram convertidos para UP-16 entre 1975 e 1987, para missões de transporte logístico.</p>
<p>Os P-16E foram operados exclusivamente pelo 1º/1º GAE e os P-16A e UP-16 passaram a ser operados pelo 2º/1º GAE, reativado para esse propósito. Com a desativação dos P-16A e UP-16 em 1984, o 2º/1º GAE recebeu os Embraer P-95A Bandeirante Patrulha.</p>
<p>Em 1996, foram desativados os P-16E, encerrando assim uma grandiosa fase na história do 1º GAE e da Força Aérea Brasileira, tendo o Grupo passado a operar exclusivamente os P-95A.</p>
<p>Como não havia mais a possibilidade de operar a bordo de porta-aviões, em 1998 o 1º GAE foi extinto, sendo substituído pelo 4º/7º Grupo de Aviação.</p>
<p><strong>Bibliografia</strong>:</p>
<ol>
<li>N.F. Lavenère-Wanderley, &#8220;História da Força Aérea Brasileira&#8221;, 2ª Ed.</li>
<li>C. Lorch e J. Flores Jr., &#8220;Aviação Brasileira &#8211; sua história através da arte&#8221;, Action Editora, Rio de Janeiro, 1994.</li>
<li>F.C. Pereira Netto, &#8220;Aviação Militar Brasileira 1916-1984&#8221;, Editora Revista de Aeronáutica, Rio de Janeiro, 1984.</li>
<li>Revista Força Aérea, Ano I, Nº 4, Action, Setembro/Outubro 1996.</li>
</ol>
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