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	<title>Mirage III &#8211; História da Força Aérea Brasileira</title>
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	<description>Desde 1996 trazendo à Internet a História da Força Aérea Brasileira!</description>
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	<title>Mirage III &#8211; História da Força Aérea Brasileira</title>
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		<title>Dassault F-103DBR/EBR Mirage III</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rudnei]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Jan 2021 16:50:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Aeronaves]]></category>
		<category><![CDATA[de Caça]]></category>
		<category><![CDATA[F-103]]></category>
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					<description><![CDATA[por APARECIDO CAMAZANO ALAMINO e RUDNEI DIAS DA CUNHA Após a Segunda Guerra Mundial, a Força Aérea Francesa &#8211; FAF passou a operar exclusivamente aeronaves de combate estrangeiras, principalmente de procedência americana, o que lhe acarretava certa dependência, além do atraso tecnológico de sua indústria aeronáutica, com tantas tradições no passado. A Guerra da Indochina comprovou ... <a title="Dassault F-103DBR/EBR Mirage III" class="read-more" href="https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/2021/01/11/dassault-mirage-iii/" aria-label="Read more about Dassault F-103DBR/EBR Mirage III">Ler mais</a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;">por <em>APARECIDO CAMAZANO ALAMINO</em> e <em>RUDNEI DIAS DA CUNHA</em></p>
<figure id="attachment_1853" aria-describedby="caption-attachment-1853" style="width: 790px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-1853" src="https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/F-103E-4914-RDC.jpg" alt="" width="800" height="600" srcset="https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/F-103E-4914-RDC.jpg 800w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/F-103E-4914-RDC-300x225.jpg 300w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/F-103E-4914-RDC-768x576.jpg 768w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/F-103E-4914-RDC-440x330.jpg 440w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption id="caption-attachment-1853" class="wp-caption-text">F-103E 4914 (foto Rudnei Dias da Cunha).</figcaption></figure>
<p>Após a Segunda Guerra Mundial, a Força Aérea Francesa &#8211; FAF passou a operar exclusivamente aeronaves de combate estrangeiras, principalmente de procedência americana, o que lhe acarretava certa dependência, além do atraso tecnológico de sua indústria aeronáutica, com tantas tradições no passado.</p>
<p>A Guerra da Indochina comprovou aos franceses que a sua Indústria aeronáutica deveria voltar a desenvolver e a produzir aeronaves de todos os tipos, principalmente de combate, a fim de dotar as Forças Armadas do País com os meios aéreos de que tanto necessitavam e sem depender de outras nações.</p>
<p>Nesse contexto, em meados dos anos 50, a Indústria Aeronáutica Avions Marcel Dassault &#8211; AMD iniciou estudos para o desenvolvimento de uma aeronave de caça que atendesse aos requisitos estabelecidos pela FAF. Essa aeronave seria o ponto de partida para uma família de caças de sucesso que, além de suprir as necessidades da França, poderia ser um grande trunfo nas exportações do País.</p>
<p>Esse primeiro caça interceptador leve da AMD foi denominado Dassault MD-550 Mirage I, cujo sugestivo nome assim foi explicado pelo seu construtor:</p>
<p>&#8220;O nome Mirage foi minha idéia e o avião será como uma visão no deserto: o inimigo o verá&#8230; mas jamais o tocará&#8221;.</p>
<p>O Mirage I efetuou o seu primeiro voo em 25 de junho de 1955, impulsionado por dois motores Rolls-Royce Viper, de 794 Kg de empuxo, ocasião em que já demonstrou boa manobrabilidade e robustez.</p>
<p>O projeto inicial passou por diversos aperfeiçoamentos, que proporcionaram a construção do primeiro protótipo do Mirage III, já equipado com um motor francês SNECMA Atar 101G, de 4.500 Kg de empuxo, que efetuou o seu voo inicial em 18 de novembro de 1956.</p>
<p>A primeira aeronave de série do Mirage III voou em 9 de outubro de 1960 e serviu de base para a construção do modelo que seria o caça interceptador padrão da FAF para a década de 60: O Mirage IIIC. A versão inicial do Mirage III foi designada como Mirage IIIA e a sua versão biposta (dois lugares) ficou conhecida como Mirage IIIB, que realizou o seu primeiro voo em 20 de outubro de 1959.</p>
<p>As necessidades de adaptar o Modelo IIIC para uma aeronave de múltiplas funções, levaram a AMD a iniciar estudos para potenciar o modelo já provado como interceptador em uma variante que atendesse aos requisitos da FAF em tarefas de interceptação e, também, de ataque ao solo.</p>
<p>Tal versão, que foi denominada de Mirage IIIE, passou por inúmeras modificações estruturais dentre as quais se destacam o alongamento de sua fuselagem, a realocação das entradas de ar do motor que foram recuadas em relação à cabina de pilotagem, o enflechamento das asas em delta ficou estabelecido em 56° 35&#8242;, foram colocados quatro pontos de fixação sob as asas, onde poderiam ser instalados tanques adicionais de combustível ou armamentos, assim como a aeronave foi equipada com um reator SNECMA Atar 09C, de 6.185 Kg de empuxo com pós-combustão.</p>
<p>Seus equipamentos eletrônicos incluíam um radar monopulso Thomson-CSF Cyrano II, com capacidade de operar nos modos de busca, seguimento, interceptação ar-ar, ar-terra e mapeamento do solo. Quanto à sua configuração de armamentos, a aeronave foi equipada com dois canhões de cano simples DEFA 552, de 30mm, que lhe proporcionavam uma cadência de tiro de 1.200 a 1.400 projéteis por minuto, além de um míssil Matra R530, equipado com guiagem infravermelha, alocado na estação central da fuselagem da aeronave.</p>
<p>O primeiro protótipo do Mirage IIIE efetuou o seu voo inaugural em 05 de abril de 1961 e a primeira aeronave de série foi entregue em 14 de janeiro de 1964, sendo imediatamente entregue à FAF, que fez uma encomenda inicial de 188 unidades, para serem utilizadas como aeronave de múltiplas funções, incluindo o ataque nuclear tático.</p>
<p>Com o extraordinário sucesso alcançado, o Mirage IIIE começou a ser pretendido por muitos países, fato que levou algumas nações a adquirirem a autorização para a sua fabricação sob licença, dentre as quais se destacaram: África do Sul, Austrália, Israel e Suíça. A versão biposto do Mirage IIIE foi designada como Mirage IIID e mantém quase todas as características do monoposto, menos o radar Cyrano II, devido ao afinamento de seu &#8220;nariz&#8221;, não obstante, ter mantido os dois canhões de 30 mm para treinamento e emprego operacional.</p>
<p>A enorme robustez e polivalência da aeronave propiciou o desenvolvimento de outras versões, incluindo algumas de reconhecimento e outras de ataque ao solo. Algumas variantes fabricadas sob licença pela Bélgica e denominadas de Mirage 5, são desprovidas de radar. Nos anos 80, surgiu a última variante atualizada da família, com a utilização do mesmo tipo de célula, que ficou conhecida como Mirage 50, equipada com o motor Atar 09K.</p>
<p>Os Mirage IIIE foram exaustivamente provados em combate, com grande destaque para a sua utilização, em 1967, por Israel na Guerra dos Seis Dias contra os Países Árabes. Já no conflito entre a Índia e o Paquistão, ocorrido em 1971, os pilotos paquistaneses conseguiram importantes vitórias utilizando os Mirage IIIEP nos sangrentos combates realizados contra os aviões hindus.</p>
<p>Mais recentemente, na Guerra das Falklands/Malvinas em 1982, os pilotos argentinos empregaram os Mirages IIIEA contra os ingleses com destacado sucesso, tendo em vista as inóspitas condições de sua utilização. Finalmente, a África do Sul foi o quarto país a utilizar o Mirage III nos recentes conflitos contra os guerrilheiros baseados na Namíbia, ocasião que obteve grandes resultados nos ataques.</p>
<p>Inúmeras atualizações foram acrescentadas à frota de Mirage IIIE produzida e ainda em uso em diversos países, como a introdução de canards, novos radares e sistemas de navegação mais atualizados, o que propiciará a sua utilização além do ano 2000 na maioria das Forças Aéreas que empregam este magnífico avião, que teve cerca de 1.410 unidades produzidas nas variantes Mirage III, 5 e 50.</p>
<p><strong>PRINCIPAIS VERSÕES DO MIRAGE III</strong></p>
<p>A versatilidade da aeronave propiciou o desenvolvimento de inúmeras variantes, justamente para atender alguns requisitos de países operadores da aeronave, que preferiam utilizar aeronaves de caça, ataque, treinamento e reconhecimento em um mesmo tipo de célula, a saber:</p>
<p>Mirage IIIA: Aeronave de pré-série. Dez unidades construídas para a França;<br />
Mirage IIIB: Versão biposta do Mirage IIIA. Foram produzidas 66 aeronaves;<br />
Mirage III-BJ/L/S/Z: Similar ao IIIB, feitas para Israel (BJ), Líbano (BL), Suíça (BS) e África do Sul (BZ);<br />
Mirage IIIC: Interceptador para qualquer tempo, com capacidade para ataque diurno, já equipado com turbinas SNECMA Atar 09B. Foi o caça padrão da França até a chegada do Mirage IIIE;<br />
Mirage III-CJ/CZ: Similar ao IIIC, construídas para Israel (CJ) e África do Sul (CZ);<br />
Mirage IIIE: Versão de longo raio de ação, sendo um aperfeiçoamento do Mirage IIIC. Foi a variante mais fabricada de toda família de Mirages III;<br />
Mirage III-EL/EP/EZ/EBR/EA/EAD/EV/EE/CJ: Versão do IIIE fabricada para vários países, a saber: Líbano (EL), Paquistão (EP), África do Sul (EZ), Brasil (EBR), Argentina (EA), Abu Dhabi (EAD), Venezuela (EV), Espanha (EE) e Israel (CJ);<br />
Mirage III-O: Versão do Mirage IIIE construído na Austrália;<br />
Mirage III-S: Versão do Mirage IIIE fabricado na Suíça;<br />
Mirage IIID: Versão biposta do Mirage IIIE, utilizado no Brasil como IIIDBR;<br />
Mirage IIIR: Versão de reconhecimento do Mirage IIIE;<br />
Mirage III-RD: Similar ao IIIR, construída para a França (RD), África do Sul (RZ e RDZ), Paquistão (RP) e Suíça (RS);<br />
Mirage 5: Versão de ataque ao solo, aeronave com ou sem radar; e<br />
Mirage 50: Versão moderna da variante de ataque ao solo.<br />
Convém mencionar-se que algumas variantes do Mirage III foram modificadas e construídas por Israel e denominadas de Nesher, Dagger e Kfir, que alcançaram relativo sucesso de exportações.</p>
<p><strong>O MIRAGE III E/DBR NA FAB</strong></p>
<p>Em meados da década de 60, a frota de aeronaves de caça da Força Aérea Brasileira &#8211; FAB estava dotada com os veteranos aviões Gloster Meteor F-8, nos 1º e 2º esquadrões do 1º Grupo de Aviação de Caça e no 1º/14º Grupo de Aviação, além dos ultrapassados Lockheed F-80C no 1º/4º Grupo de Aviação, que eram utilizados na formação dos pilotos de caça, que era ministrada, inicialmente, nos Lockheed AT-33A.</p>
<p>No Governo do Presidente Castelo Branco, o Ministério da Aeronáutica elaborou um detalhado planejamento com vistas à modernização da FAB, com o objetivo de adequá-la à nova realidade do País. Nesse estudo, estava incluída a implantação de um moderno sistema de controle do espaço aéreo, onde previa-se a utilização de um vetor supersônico, para a realização das missões de defesa aérea e no policiamento do espaço aéreo.</p>
<p>Quanto à seleção da aeronave, a ideia inicial era a compra do supersônico americano McDonnell Douglas Phantom F-4, que foi descartada devido à proibição daquele governo no tocante à venda de aeronaves mais sofisticadas para os países da América do Sul. O outro caça analisado foi o jato inglês English Electric Lightning, que foi considerado ultrapassado e de operação muito cara para a época.</p>
<p>Em 1967, dois oficiais da FAB &#8211; o Tenente-Coronel Aviador Lauro Ney Menezes e o Major Aviador Ozires Silva &#8211; foram enviados pelo Ministério da Aeronáutica à França, para avaliar o Mirage III e os estabelecimentos industriais da Dassault. Na ocasião, o Ten.-Cel. Menezes voaria num Mirage IIIB, a uma velocidade de Mach 2, tornando-se, assim, o primeiro piloto de caça da FAB a romper a velocidade do som e o primeiro a voar no caça francês.</p>
<p>Como a escolha do avião fazia parte de um grande projeto que englobava a detecção e o controle do tráfego aéreo, foi criada no Ministério da Aeronáutica, em 1969, uma Comissão denominada de CEPAI (Comissão de Estudos do Projeto da Aeronave de Interceptação), que tinha a finalidade de selecionar as aeronaves para a missão de defesa aérea, previsão logística, cronograma da entrega dos aviões, necessidades operacionais e outras soluções, como a decisão da construção de uma nova base aérea, que deveria ficar próxima à capital do País, com a finalidade de sediar a nova aeronave supersônica. A CEPAI foi presidida pelo Ten.-Cel.-Av. Lauro Ney Menezes.</p>
<p>Após estudos detalhados e análise das viabilidades, a CEPAI decidiu que a aeronave mais adequada para a FAB, naquele momento, seria o jato francês Mirage IIIE, cuja variante mais antiga IIIC havia obtido grande sucesso na Guerra dos Seis Dias, ocorrida em 1967, envolvendo Israel e os Países Árabes.</p>
<p>A concretização do contrato para a compra de 12 aeronaves Mirage IIIEBR e 04 Mirage IIIDBR (bipostos), foi realizada em 12 de maio de 1970 e a cidade escolhida para abrigar a nova base aérea dos primeiros supersônicos da FAB foi Anápolis, localizada no Estado de Goiás, distando cerca de 150 km de Brasília e atendendo à concepção de defesa do centro geopolítico do País. A nova Base seria chamada de Primeira Ala de Defesa Aérea &#8211; 1ª ALADA, que seria subordinada ao recém criado Comando de Defesa Aérea &#8211; COMDA.</p>
<p>No segmento do controle do espaço aéreo, foi criado o Sistema de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo &#8211; SISDACTA, que seria o responsável por operacionalizar os meios de controle e de detecção, que funcionariam em estreito relacionamento com a Unidade dos interceptadores Mirage IIIE.</p>
<p><strong>O TREINAMENTO DOS PRIMEIROS PILOTOS</strong></p>
<p>O contrato de compra do Mirage IIIE previa o treinamento de um grupo de pilotos e de técnicos brasileiros, que teriam a incumbência de implantar e operar as novas e sofisticadas aeronaves, assim como os seus sensores e armamentos.</p>
<p>A primeira aeronave, já ostentando as cores e as estrelas da Força Aérea Brasileira, realizou o seu primeiro voo em 06 de março de 1972, na cidade francesa de Bordeaux.</p>
<p>Dentro do cronograma estabelecido, em 23 de maio de 1972, embarcam para a França um grupo de oito experientes pilotos de caça brasileiros, que iniciariam a fase de treinamento na nova aeronave, na Base Aérea de Dijon. Os pilotos, que já possuíam mais de 1.000 h de voo de experiência em caças a jato, teriam a responsabilidade de receber, operar e transmitir a doutrina de utilização da nova aeronave aos outros pilotos a serem classificados na 1ª ALADA.</p>
<p>Sob a chefia do Coronel-Aviador Antônio Henrique Alves dos Santos, que seria o comandante da nova Unidade, os seguintes oficiais faziam parte desse seleto grupo: Tenentes-Coronéis-Aviadores Jorge Frederico Bins, Ivan Moacir da Frota, os Majores-Aviadores Ronald Eduardo Jaeckel, Ivan Von Trompowsky Douat Taulois, Lúcio Starling de Carvalho, Thomas Anthony Blower e o Capitão-Aviador José Isaías Vilaça. Esses oficiais ficaram conhecidos carinhosamente como os &#8220;Dijon&#8217;s Boys&#8221; pelos atuais pilotos do Mirage IIIE, como uma forma de reconhecimento e de respeito pela abnegação e pela competência que nortearam a implantação da aeronave no Brasil.</p>
<p><strong>A OPERAÇÃO DOS MIRAGE III NOS CÉUS DO BRASIL</strong></p>
<p>Os Mirages IIIEBR foram designados na FAB como F-103E e foram matriculados de FAB 4910 a FAB 4922. Já os Mirage IIIDBR foram designados como F-103D e receberam as matrículas de FAB 4900 a FAB 4903.</p>
<figure id="attachment_1860" aria-describedby="caption-attachment-1860" style="width: 910px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-large wp-image-1860" src="https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/F-103E-4921-SJC-1975-MAP-1024x628.jpg" alt="" width="920" height="564" srcset="https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/F-103E-4921-SJC-1975-MAP-1024x628.jpg 1024w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/F-103E-4921-SJC-1975-MAP-300x184.jpg 300w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/F-103E-4921-SJC-1975-MAP-768x471.jpg 768w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/F-103E-4921-SJC-1975-MAP-1536x942.jpg 1536w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/F-103E-4921-SJC-1975-MAP-2048x1256.jpg 2048w" sizes="(max-width: 920px) 100vw, 920px" /><figcaption id="caption-attachment-1860" class="wp-caption-text">F-103E 4921, 1973 (arquivo Rudnei Dias da Cunha).</figcaption></figure>
<figure id="attachment_1857" aria-describedby="caption-attachment-1857" style="width: 840px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-full wp-image-1857" src="https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/F-103E-4914-1a-Alada-Arquivo-Rudnei-Dias-da-Cunha.jpg" alt="" width="850" height="586" srcset="https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/F-103E-4914-1a-Alada-Arquivo-Rudnei-Dias-da-Cunha.jpg 850w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/F-103E-4914-1a-Alada-Arquivo-Rudnei-Dias-da-Cunha-300x207.jpg 300w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/F-103E-4914-1a-Alada-Arquivo-Rudnei-Dias-da-Cunha-768x529.jpg 768w" sizes="(max-width: 850px) 100vw, 850px" /><figcaption id="caption-attachment-1857" class="wp-caption-text">F-103E 4914, 1ª ALADA (Arquivo Rudnei Dias da Cunha).</figcaption></figure>
<p>A primeira aeronave Mirage IIIE chegou à cidade de Anápolis em 01 de outubro de 1972, sendo transportada pelo Lockheed Hércules C-130E FAB 2456, do 1º Grupo de Transporte. Em 08 de outubro, chega a segunda aeronave e, já no dia 16 do mesmo mês, é iniciada a montagem da primeira aeronave, por técnicos brasileiros e franceses, no hangar do Esquadrão de Suprimento e Manutenção da 1ª ALADA.</p>
<p>A entrega das aeronaves prosseguiu segundo o cronograma estabelecido, sendo que a última aeronave foi recebida em maio de 1973 e logo colocada em condições de voo, completando a frota de 16 aviões.</p>
<p>O início da operação dos Mirage no Brasil ocorreu em 27 de março de 1973, com a realização do primeiro voo de um F-103 em Anápolis, que foi realizado pelo piloto de provas da Marcel Dassault, Sr. Pierre Varraut, pilotando o F-103E FAB 4910. Este voo marcou o ingresso da Força Aérea Brasileira na era supersônica.</p>
<p>O voo oficial, por sua vez, ocorreu em 06 de abril de 1972, quando uma esquadrilha constituída pelos F-103D FAB 4900/01 e pelos F-103E FAB 4910/12/13/14 surgiu sobre a capital do País, evento que foi assistido por todos os brasilienses e pelo Presidente da República desde o Palácio do Planalto.</p>
<p>Finalmente, em 20 de abril de 1972, oito Mirages se deslocam para Santa Cruz &#8211; RJ, onde participam, pela primeira vez, das solenidades do Dia da Aviação de Caça, causando excelente impressão a todos os presentes.</p>
<p>Nos primeiros anos de seu emprego, os segredos de sua operação, assim como as peculiaridades de sua manutenção foram plenamente dominados e alcançado o rendimento máximo da aeronave em suas atribuições de defender o espaço aéreo brasileiro.</p>
<p>No final dos anos 70, atendendo à nova organização operacional da FAB, a Unidade passou por um processo de evolução estrutural, quando, em 19 de abril de 1979, pela Portaria nº 069/GM3, a 1ª ALADA é desativada, sendo criada em sua substituição, a Base Aérea de Anápolis &#8211; BAAN, que teria a incumbência de sediar e de apoiar o 1º Grupo de Defesa Aérea &#8211; 1º GDA, que havia sido criado em 11 de abril de 1979, pelo Decreto nº 004 e seria o responsável pelo guarnecimento e pela operação dos F-103E/D da FAB.</p>
<p>A operação das aeronaves praticamente em condições reais de emprego, levam as mesmas a sofrerem certo atrito, que acarreta a perda de algumas aeronaves em acidentes, o que não foi diferente no 1º GDA. Assim, para que não houvesse uma deterioração da capacidade da defesa aérea do País, a frota de Mirage IIIE/D teve que ser reforçada por várias vezes, sempre com vistas à completar os claros da frota, com aeronaves compradas, usadas, dos estoques da Força Aérea Francesa.</p>
<table>
<tbody>
<tr>
<td valign="top"><center><br />
<i>Matrículas</i></center></td>
<td valign="top"><center><br />
<i>Data de recebimento</i></center></td>
<td valign="top"><center><br />
<i>Tipo</i></center></td>
<td valign="top"><center><br />
<i>Contrato</i></center></td>
</tr>
<tr>
<td valign="top">FAB 4923/24/25</td>
<td valign="top">26/03/80 &#8211; 27/03/80 (4925)</td>
<td valign="top"><center><br />
F-103E</center></td>
<td valign="top">05/COMAM/77</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top">FAB 4904/05</td>
<td valign="top">24/02/84 -15/06/84</td>
<td valign="top"><center><br />
F-103D</center></td>
<td valign="top">01/DIRMA/83</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top">FAB 4926/27</td>
<td valign="top">29/09/88 &#8211; 20/12/88</td>
<td valign="top"><center><br />
F-103E</center></td>
<td valign="top">11/12/DIRMA/87</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top">FAB 4928/29</td>
<td valign="top">16/03/89 &#8211; 17/04/89</td>
<td valign="top"><center><br />
F-103E</center></td>
<td valign="top">11/12/DIRMA/87</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top">FAB 4906/07</td>
<td valign="top">29/05/89 &#8211; 29/06/89</td>
<td valign="top"><center><br />
F-103D</center></td>
<td valign="top">11/12/DIRMA/87</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top">FAB 4930/31</td>
<td valign="top">Prevista para o final de 1999</td>
<td valign="top"><center><br />
F-103E</center></td>
<td valign="top"></td>
</tr>
<tr>
<td valign="top">FAB 4908/09</td>
<td valign="top">Prevista para 1999</td>
<td valign="top"><center><br />
F-103D</center></td>
<td valign="top"></td>
</tr>
</tbody>
<caption align="bottom">TABELA DOS MIRAGES ADQUIRIDOS PARA RECOMPLETAMENTO DA FROTA. FONTE: FORÇA AÉREA FRANCESA &#8211; DIRMA</caption>
</table>
<p><strong>A PRIMEIRA INTERCEPTAÇÃO REAL</strong></p>
<p>O povo brasileiro, com a cultura de grandes tradições religiosas, teve a operacionalidade de sua defesa aérea testada em uma das maiores datas religiosas por uma nação estrangeira que, com fins escusos e deliberadamente desobedecendo um pedido anterior que havia sido negado, tendo em vista que o Brasil não mantinha relações diplomáticas com a mesma, resolveu desafiar a defesa aérea do País e acabou criando uma crise internacional.</p>
<p>Era o dia 09 de abril de 1982, exatamente uma sexta-feira-santa, já passava das 20:00 horas e o tempo no Planalto Central estava péssimo, com vários Cumulus-Nimbus por todos os lados e, por incrível coincidência, faltava energia elétrica na BAAN, que estava com o sistema de energia elétrica de emergência acionado.</p>
<p>Um tráfego aéreo desconhecido e de grande porte foi detectado pelo sistema de radares da defesa aérea que acionou imediatamente o 1º GDA, para realizar a identificação do intruso. Os pilotos de alerta foram convocados e a equipe de serviço já havia preparado os dois F-103E que são mantidos, permanentemente, de sobreaviso para qualquer emergência.</p>
<figure id="attachment_2316" aria-describedby="caption-attachment-2316" style="width: 910px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-2316" src="https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/F-103E-4914-foto-Antonio-Ricieri-Biasus-1024x666.jpg" alt="" width="920" height="598" srcset="https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/F-103E-4914-foto-Antonio-Ricieri-Biasus-1024x666.jpg 1024w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/F-103E-4914-foto-Antonio-Ricieri-Biasus-300x195.jpg 300w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/F-103E-4914-foto-Antonio-Ricieri-Biasus-768x500.jpg 768w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/F-103E-4914-foto-Antonio-Ricieri-Biasus-1536x999.jpg 1536w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/F-103E-4914-foto-Antonio-Ricieri-Biasus.jpg 1720w" sizes="auto, (max-width: 920px) 100vw, 920px" /><figcaption id="caption-attachment-2316" class="wp-caption-text">F-103E 4914 (foto Antonio Ricieri Biasus)</figcaption></figure>
<p>O Major-Aviador Paulo César Pereira e o 1º Tenente-Aviador Eduardo José Pastorelo de Miranda eram os pilotos de alerta nesse dia que, cerca das 21:00 horas, decolaram para interceptar o enorme Ilyushin 62, da empresa estatal de Cuba, denominada de Cubana de Aviación, que transportava o embaixador cubano na Argentina. Convém recordar-se que a Argentina estava em estado de guerra com a Grã-Bretanha nesse período.</p>
<p>O Centro de Operações Militares &#8211; COPM coordenou a vetoração dos caças em direção ao intruso, que já se aproximava da cidade de Porto Nacional &#8211; Norte de Goiás (atual Tocantins), com a eficiente atuação dos controladores de voo do Primeiro Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo &#8211; CINDACTA-1, localizado em Brasília.</p>
<p>A interceptação foi perfeita e a aeronave cubana, que no início, resolveu ignorar as tentativas de diálogo efetuadas pelo COPM, só obedeceu quando o controlador pediu que observasse ao seu lado os dois interceptadores Mirage IIIE do 1º GDA, que estavam prontos para entrar em ação caso as ordens do controle fossem desobedecidas.</p>
<p>O Ilyushin foi obrigado a pousar no Aeroporto Internacional de Brasília, onde passou pelas medidas de controle de solo, previstas na regulamentação de defesa aérea. Assim, estava concluída a primeira missão de interceptação real, realizada com absoluto sucesso pelos Mirages Brasileiros!</p>
<p><strong>AYRTON SENNA VOA NO MIRAGE III</strong></p>
<p>Pela complexidade do seu voo, que exige a necessidade de conhecimento dos seus sofisticados sistemas, como a utilização do assento ejetável, sistema de oxigênio e comunicações, poucos são os civis que foram autorizados a realizar um voo no F-103. Dentre esse seleto grupo, o piloto que havia conquistado em 1988 o título de campeão mundial de Fórmula 1: Ayrton Senna da Silva foi o mais célebre de todos.</p>
<p>O voo aconteceu em 29 de abril de 1989, realizado no F-103D FAB 4904, sob o comando do Tenente-Coronel-Aviador Alberto de Paiva Côrtes, então comandante do 1º GDA, ocasião que o campeão das pistas pode romper a barreira do som e experimentar os comandos de uma máquina tão sofisticada como os atuais carros de Fórmula 1.</p>
<figure id="attachment_1855" aria-describedby="caption-attachment-1855" style="width: 910px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-1855" src="https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/F-103D-4904-BACO-RDC-1024x668.jpg" alt="" width="920" height="600" srcset="https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/F-103D-4904-BACO-RDC-1024x668.jpg 1024w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/F-103D-4904-BACO-RDC-300x196.jpg 300w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/F-103D-4904-BACO-RDC-768x501.jpg 768w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/F-103D-4904-BACO-RDC-1536x1002.jpg 1536w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/F-103D-4904-BACO-RDC.jpg 1779w" sizes="auto, (max-width: 920px) 100vw, 920px" /><figcaption id="caption-attachment-1855" class="wp-caption-text">F-103D 4904 (foto Rudnei Dias da Cunha).</figcaption></figure>
<p><strong>ATUALIZAÇÃO NA OPERAÇÃO DOS MIRAGES NOS ANOS 90</strong></p>
<p>A partir de 1989, os Mirages III passaram por um processo de modernização, como a inclusão de superfícies &#8220;canard&#8221; nos aviões, o que melhorou a sua manobrabilidade em baixas velocidades e nas manobras de aproximações para pouso. Essas transformações foram realizadas no Parque de Material Aeronáutico de São Paulo &#8211; PAMA SP, que é o responsável pela realização dos IRAN (Inspection and Repair As Necessary) e pelo ESM da BAAN.</p>
<p>Ao completarem o processo de modernização, os Mirage III emergiam com um novo acabamento, em dois tons de cinza: FS 36118 Gunship Gray nas partes superiores e laterais, e FS 36293 Fog Gray nas inferiores.</p>
<p>As grandes dimensões do País exigiam uma aeronave interceptadora com possibilidades de permanecer mais tempo em voo. Assim, o F-103E FAB 4929 foi equipado com o sistema de reabastecimento em voo, com a inclusão de uma sonda, do mesmo tipo da usada nos Mirage 50, para possibilitar tal operação. O primeiro voo de reabastecimento no ar ocorreu em 22 de abril de 1992, quando o FAB 4929 foi reabastecido por uma aeronave-tanque Hércules KC-130H do 1º/1º GT. Porém, em 1993 essa modificação foi cancelada, e a sonda foi retirada do FAB 4929.</p>
<p>Um outro acontecimento importante ocorreu em 12 de abril de 1993, quando foi lançado para treinamento, pela primeira vez no Brasil, um míssil MATRA R530. O lançamento ocorreu nas proximidades de Natal &#8211; RN, ocasião que foi utilizada a aeronave FAB 4915.</p>
<p>Atendendo à nova sistemática de emprego da aeronave na FAB, a partir de 1995 os Mirage passaram a ser utilizados em missões de emprego ar-solo nas modalidades de bombardeiro nivelado, bombardeiro rasante, lançamento de foguetes e tiro terrestre utilizando os canhões de 30 mm, com absoluto sucesso e confirmando a excelência da aeronave também como plataforma de ataque ao solo, emprego este que até então não era realizado no Brasil, não obstante, a aeronave estivesse com provisão para tal.</p>
<p>A partir de meados dos anos 90, a participação do 1º GDA em operações de treinamento conjunto com unidades de combate de outros países começa a ser rotina para os Jaguares, pois, em outubro de 1995, participa da Operação Tigre II, realizada em Natal &#8211; RN, onde &#8220;enfrenta&#8221; aeronaves F-16 da USAF (Força Aérea dos Estados Unidos).</p>
<p>Continuando com os exercícios conjuntos, em março de 1997, é realizada, também em Natal &#8211; RN, a Operação Mistral I, onde os F-103 &#8220;enfrentaram&#8221; os seus irmãos mais novos: o Mirage 2000C da Força Aérea Francesa &#8211; FAF. Finalmente, em março de 1999, agora em Santa Maria &#8211; RS, é realizada a Operação Mistral II, desta vez contra os Mirage 2000C da FAF.</p>
<figure id="attachment_1859" aria-describedby="caption-attachment-1859" style="width: 910px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-1859" src="https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/F-103E-4914-BACO-4-RDC-1024x696.jpg" alt="" width="920" height="625" srcset="https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/F-103E-4914-BACO-4-RDC-1024x696.jpg 1024w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/F-103E-4914-BACO-4-RDC-300x204.jpg 300w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/F-103E-4914-BACO-4-RDC-768x522.jpg 768w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/F-103E-4914-BACO-4-RDC-1536x1043.jpg 1536w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/F-103E-4914-BACO-4-RDC.jpg 1762w" sizes="auto, (max-width: 920px) 100vw, 920px" /><figcaption id="caption-attachment-1859" class="wp-caption-text">F-103E 4914 (foto Rudnei Dias da Cunha).</figcaption></figure>
<figure id="attachment_1850" aria-describedby="caption-attachment-1850" style="width: 910px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-1850" src="https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/F-103E-4930-BACO-RDC-1024x702.jpg" alt="" width="920" height="631" srcset="https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/F-103E-4930-BACO-RDC-1024x702.jpg 1024w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/F-103E-4930-BACO-RDC-300x206.jpg 300w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/F-103E-4930-BACO-RDC-768x526.jpg 768w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/F-103E-4930-BACO-RDC-1536x1052.jpg 1536w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/F-103E-4930-BACO-RDC.jpg 1747w" sizes="auto, (max-width: 920px) 100vw, 920px" /><figcaption id="caption-attachment-1850" class="wp-caption-text">F-103E 4930 (foto Rudnei Dias da Cunha).</figcaption></figure>
<p>Como a vida útil dos mísseis ar-ar MATRA R530 chegava ao fim de seu ciclo operacional, em meados de 1997, os Mirages foram preparados para o recebimento dos mísseis israelenses Python-III, de terceira geração, com a vantagem de que os mísseis de fabricação nacional MAA-1 Piranha também poderão ser instalados nos mesmos terminais do Phyton-III.</p>
<p>Pelo planejamento do Estado-Maior da Aeronáutica &#8211; EMAER e com as modernizações introduzidas nas aeronaves, foi prevista a utilização dos mesmos até 2005, quando foram efetivamente desativados. Naquele ano, a FAB adquiriu dez Mirage 2000C e dois Mirage 2000B para substituir os Mirage III.</p>
<p><strong>CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS (Dassault Mirage IIIE/D BR F-103E/D)</strong></p>
<ul>
<li>Motor: um turbojato SNECMA Atar-09C7/038 de 13.320lb de empuxo, com pós-queimador</li>
<li>Envergadura: 8,22 m</li>
<li>Comprimento: 15,03 m</li>
<li>Altura: 4,25 m</li>
<li>Superfície alar: 34,85 m2</li>
<li>Peso: (F-103E) 7.050 kg, (F-103D) 5.880Kg (vazio); (F-103E) 13.500 kg, (F-103D) 7.909 kg (máximo)</li>
<li>Velocidade: (F-103E) 2.350 km/h, Mach 2.2, (F-103D) 2.570 km/h, Mach 2.2 (máxima)</li>
<li>Razão de ascensão: (F-103E) 2.666 m/min, (F-103D) 2.950 m/min</li>
<li>Teto de serviço: (F-103E) 23.000 m, (F-103D) 17.700 m</li>
<li>Alcance: (F-103E) 1.610 km, (F-103D) 1.900 km (máximo)</li>
<li>Armamento: dois canhões DEFA 552 de 30 mm; 3 pilones com capacidade para até 1.360 kg de bombas, foguetes, mísseis ou tanques alijáveis de combustível.</li>
</ul>
<p><strong>Perfis</strong>:</p>
<figure id="attachment_1840" aria-describedby="caption-attachment-1840" style="width: 910px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-1840" src="https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/f-103d4902-1024x282.png" alt="" width="920" height="253" srcset="https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/f-103d4902-1024x282.png 1024w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/f-103d4902-300x83.png 300w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/f-103d4902-768x212.png 768w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/f-103d4902-1536x423.png 1536w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/f-103d4902-2048x564.png 2048w" sizes="auto, (max-width: 920px) 100vw, 920px" /><figcaption id="caption-attachment-1840" class="wp-caption-text">F-103D 4902, 1º ALADA (1972-1981).</figcaption></figure>
<figure id="attachment_1841" aria-describedby="caption-attachment-1841" style="width: 910px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-1841" src="https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/f-103d4901-1024x282.png" alt="" width="920" height="253" srcset="https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/f-103d4901-1024x282.png 1024w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/f-103d4901-300x83.png 300w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/f-103d4901-768x212.png 768w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/f-103d4901-1536x423.png 1536w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/f-103d4901-2048x564.png 2048w" sizes="auto, (max-width: 920px) 100vw, 920px" /><figcaption id="caption-attachment-1841" class="wp-caption-text">F-103D 4901, 1º Grupo de Defesa Aérea (1995-2005).</figcaption></figure>
<figure id="attachment_1838" aria-describedby="caption-attachment-1838" style="width: 910px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-1838" src="https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/f-103e4912-1024x282.png" alt="" width="920" height="253" srcset="https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/f-103e4912-1024x282.png 1024w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/f-103e4912-300x83.png 300w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/f-103e4912-768x212.png 768w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/f-103e4912-1536x423.png 1536w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/f-103e4912-2048x564.png 2048w" sizes="auto, (max-width: 920px) 100vw, 920px" /><figcaption id="caption-attachment-1838" class="wp-caption-text">F-103E 4912, 1º ALADA (1972-1981).</figcaption></figure>
<figure id="attachment_1837" aria-describedby="caption-attachment-1837" style="width: 910px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-1837" src="https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/f-103e4915-1024x282.png" alt="" width="920" height="253" srcset="https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/f-103e4915-1024x282.png 1024w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/f-103e4915-300x83.png 300w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/f-103e4915-768x212.png 768w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/f-103e4915-1536x423.png 1536w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/f-103e4915-2048x564.png 2048w" sizes="auto, (max-width: 920px) 100vw, 920px" /><figcaption id="caption-attachment-1837" class="wp-caption-text">F-103E 4915, 1º Grupo de Defesa Aérea (1981).</figcaption></figure>
<figure id="attachment_1839" aria-describedby="caption-attachment-1839" style="width: 910px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-1839" src="https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/f-103e4910-1024x282.png" alt="" width="920" height="253" srcset="https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/f-103e4910-1024x282.png 1024w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/f-103e4910-300x83.png 300w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/f-103e4910-768x212.png 768w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/f-103e4910-1536x423.png 1536w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/f-103e4910-2048x564.png 2048w" sizes="auto, (max-width: 920px) 100vw, 920px" /><figcaption id="caption-attachment-1839" class="wp-caption-text">F-103E 4910, 1º Grupo de Defesa Aérea (1982).</figcaption></figure>
<figure id="attachment_1843" aria-describedby="caption-attachment-1843" style="width: 910px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-1843" src="https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/f-103e4927-1024x282.png" alt="" width="920" height="253" srcset="https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/f-103e4927-1024x282.png 1024w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/f-103e4927-300x83.png 300w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/f-103e4927-768x212.png 768w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/f-103e4927-1536x423.png 1536w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/f-103e4927-2048x564.png 2048w" sizes="auto, (max-width: 920px) 100vw, 920px" /><figcaption id="caption-attachment-1843" class="wp-caption-text">F-103E 4927, 1º Grupo de Defesa Aérea.</figcaption></figure>
<figure id="attachment_1847" aria-describedby="caption-attachment-1847" style="width: 910px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-1847" src="https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/f-103e4919-1024x282.png" alt="" width="920" height="253" srcset="https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/f-103e4919-1024x282.png 1024w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/f-103e4919-300x83.png 300w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/f-103e4919-768x212.png 768w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/f-103e4919-1536x423.png 1536w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/f-103e4919-2048x564.png 2048w" sizes="auto, (max-width: 920px) 100vw, 920px" /><figcaption id="caption-attachment-1847" class="wp-caption-text">F-103E FAB 4919, 1º GDA (1990-1995).</figcaption></figure>
<figure id="attachment_1844" aria-describedby="caption-attachment-1844" style="width: 910px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-1844" src="https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/f-103e4925-1024x282.png" alt="" width="920" height="253" srcset="https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/f-103e4925-1024x282.png 1024w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/f-103e4925-300x83.png 300w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/f-103e4925-768x212.png 768w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/f-103e4925-1536x423.png 1536w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/f-103e4925-2048x564.png 2048w" sizes="auto, (max-width: 920px) 100vw, 920px" /><figcaption id="caption-attachment-1844" class="wp-caption-text">F-103E FAB 4925, 1º GDA (1996); note míssil ar-ar Python 3 sob a asa.</figcaption></figure>
<figure id="attachment_1845" aria-describedby="caption-attachment-1845" style="width: 910px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-1845" src="https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/f-103e4924-1024x282.png" alt="" width="920" height="253" srcset="https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/f-103e4924-1024x282.png 1024w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/f-103e4924-300x83.png 300w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/f-103e4924-768x212.png 768w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/f-103e4924-1536x423.png 1536w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/f-103e4924-2048x564.png 2048w" sizes="auto, (max-width: 920px) 100vw, 920px" /><figcaption id="caption-attachment-1845" class="wp-caption-text">F-103E FAB 4924, 1º GDA (1996).</figcaption></figure>
<figure id="attachment_1842" aria-describedby="caption-attachment-1842" style="width: 910px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-1842" src="https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/f-103e4930-1024x282.png" alt="" width="920" height="253" srcset="https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/f-103e4930-1024x282.png 1024w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/f-103e4930-300x83.png 300w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/f-103e4930-768x212.png 768w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/f-103e4930-1536x423.png 1536w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2021/01/f-103e4930-2048x564.png 2048w" sizes="auto, (max-width: 920px) 100vw, 920px" /><figcaption id="caption-attachment-1842" class="wp-caption-text">F-103E 4930, 1º Grupo de Defesa Aérea (2005).</figcaption></figure>
<p><strong>Bibliografia</strong>:</p>
<ol>
<li>J. Flores Jr., “Aeronaves Militares Brasileiras – 1916 – 2015”, Action Editora, Rio de Janeiro, 2015.</li>
<li>C. Lorch, &#8220;A Caça Brasileira &#8211; nascida em combate&#8221;, Action Editora, Rio de Janeiro, 1993.</li>
<li>E. G. da C. Pereira, &#8220;O Céu é nosso! A Defesa Aérea Brasileira&#8221;, INCAER, Opúsculo nº 47, Rio de Janeiro, 2018.</li>
</ol>
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