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	<title>Bases Aéreas &#8211; História da Força Aérea Brasileira</title>
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	<description>Desde 1996 trazendo à Internet a História da Força Aérea Brasileira!</description>
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	<title>Bases Aéreas &#8211; História da Força Aérea Brasileira</title>
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		<title>Base Aérea de Anápolis</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Dec 2020 16:01:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A história da Base Aérea de Anápolis &#8211; BAAN, localizada próxima à cidade homônima no Estado de Goiás, confunde-se com a operação das aeronaves AMD-BA Mirage IIIEBR (designados de F-103) pela FAB. Com a aquisição dos F-103, decidiu-se pela criação da ala de defesa aérea, responsável pela operação dos aviões e pelo suporte ao mesmo. ... <a title="Base Aérea de Anápolis" class="read-more" href="https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/2020/12/28/250/" aria-label="Read more about Base Aérea de Anápolis">Ler mais</a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_4495" aria-describedby="caption-attachment-4495" style="width: 223px" class="wp-caption alignleft"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-4495" src="https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2022/01/BAAN-233x300.png" alt="" width="233" height="300" srcset="https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2022/01/BAAN-233x300.png 233w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2022/01/BAAN.png 350w" sizes="(max-width: 233px) 100vw, 233px" /><figcaption id="caption-attachment-4495" class="wp-caption-text">Base Aérea de Anápolis</figcaption></figure>
<p>A história da Base Aérea de Anápolis &#8211; BAAN, localizada próxima à cidade homônima no Estado de Goiás, confunde-se com a operação das aeronaves AMD-BA Mirage IIIEBR (designados de F-103) pela FAB.</p>
<p>Com a aquisição dos F-103, decidiu-se pela criação da ala de defesa aérea, responsável pela operação dos aviões e pelo suporte ao mesmo. Para abrigá-la, foi criada a Base Aérea de Anápolis, através do Decreto Nº 67.203, de 15 de setembro de 1970; mas a sua ativação se daria, apenas, quase dez anos depois.</p>
<p>Em 9 de fevereiro de 1972, foi ativado o Núcleo da 1ª Ala de Defesa Aérea &#8211; NuALADA, dando-se início à construção da pista e outras instalações necessárias à operação dos Mirage. O NuALADA foi desativado após alguns meses e em 23 de outubro de 1972 foi ativada a 1ª Ala de Defesa Aérea &#8211; 1ª ALADA, a qual teve a responsabilidade de operar os F-103 até a sua desativação, em 19 de abril de 1979. As partes administrativa, de segurança e de apoio às operações aéreas foram transferidas para a BAAN, ativada nesse mesmo dia.</p>
<p>A parte operacional &#8211; pilotos, pessoal de manutenção e aeronaves F-103 &#8211; da 1ª ALADA foi transferida para o <a href="https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/2021/01/05/1o-grupo-de-defesa-aerea-esquadrao-jaguar/">1º Grupo de Defesa Aérea</a> &#8211; 1º GDA, criado no dia 11 de abril de 1979, e ativado no dia 19 de abril de 1979.</p>
<p>A BAAN foi a primeira base na FAB a ser planejada para a operação de uma aeronave específica. Sua missão é administrar e manter os recursos necessários à realização das operações aéreas de defesa aérea atribuídas ao 1º GDA.</p>
<p>No ano de 2000, a BAAN passou a abrigar o Núcleo do 2º/6º GAV. Essa unidade aérea opera, atualmente, as aeronaves EMBRAER E-99 de vigilância aérea e R-99 de sensoriamento remoto.</p>
<p>Em 2016, o <a href="https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/2021/01/06/1o-6o-grupo-de-aviacao-esquadrao-carcara/">1º/6º GAV</a> foi transferido para a BAAN, onde permaneceu até a sua desativação, em dezembro de 2021.</p>
<p>Em 2018, foi transferido para a BAAN o <a href="https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/2021/01/06/1o-grupo-de-transporte-de-tropa-esquadrao-zeus/">1º Grupo de Transporte de Tropa</a>, o qual opera aeronaves de transporte multimissão KC-390.</p>
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		<title>Base Aérea dos Afonsos</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Dec 2020 15:20:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bases Aéreas]]></category>
		<category><![CDATA[FAB]]></category>
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					<description><![CDATA[O lendário Campo dos Afonsos é o Berço das Aviações Civil e Militar Brasileiras! As atividades aéreas, nessa localidade, tiveram início em 02 de fevereiro de 1914, quando foi inaugurada a Escola Brasileira de Aviação &#8211; EBA, que tinha a finalidade de formar pilotos civis e militares, sendo estes tanto para a Marinha, quanto para ... <a title="Base Aérea dos Afonsos" class="read-more" href="https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/2020/12/28/base-aerea-dos-afonsos/" aria-label="Read more about Base Aérea dos Afonsos">Ler mais</a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<figure id="attachment_4496" aria-describedby="caption-attachment-4496" style="width: 223px" class="wp-caption alignleft"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-4496" src="https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2022/01/BAAF-233x300.png" alt="" width="233" height="300" srcset="https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2022/01/BAAF-233x300.png 233w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2022/01/BAAF.png 350w" sizes="(max-width: 233px) 100vw, 233px" /><figcaption id="caption-attachment-4496" class="wp-caption-text">Base Aérea dos Afonsos</figcaption></figure>
<p class="has-text-align-left wp-block-paragraph">O lendário Campo dos Afonsos é o Berço das Aviações Civil e Militar Brasileiras! As atividades aéreas, nessa localidade, tiveram início em 02 de fevereiro de 1914, quando foi inaugurada a Escola Brasileira de Aviação &#8211; EBA, que tinha a finalidade de formar pilotos civis e militares, sendo estes tanto para a Marinha, quanto para o Exército Brasileiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As atividades da EBA nortearam a necessidade da criação de uma Escola de Aviação voltada exclusivamente para a Aviação Militar, com a assessoria de uma Missão Francesa de Aviação, que havia sido autorizada pelo Ministro da Guerra, e que seria construída no lado oposto das instalações da EBA. As tarefas e as operações da Escola de Aviação Militar são uma outra história e nos fixaremos no primeiro segmento de aviação do Campo dos Afonsos, ou seja, onde foi criada a atual Base Aérea dos Afonsos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aproveitando essas instalações, assim como a chegada de novas aeronaves, o Decreto nº 20.023, de 21 de março de 1931, cria o Grupo Misto de Aviação &#8211; GMA, cujo primeiro comandante é o Major Eduardo Gomes. Esse Grupo é que dá início a integração nacional pela aviação, pois logo em 12 de junho de 1931 é realizada a primeira linha do Correio Aéreo Militar &#8211; CAM, executada pelo Curtiss Fledgling &#8220;K-263&#8221;, pilotado pelos tenentes Casimiro Montenegro e Nelson Freire Lavenère-Wanderley, ligando o Campo dos Afonsos à cidade de São Paulo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a restruturação da Aviação Militar, em 1933, após a experiência do emprego da aviação na Revolução Constitucionalista de 1932, onde o Grupo Misto de Aviação participou ativamente das operações de combate aos revoltosos paulistas, o GMA é transformado no 1º Regimento de Aviação &#8211; 1º RAv, em 20 de julho de 1933.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante a Revolução Comunista de 1935, episódio conhecido como a Intentona Comunista, o 1º RAv enfrentou um levante, porém a determinação do Ten.-Cel. Eduardo Gomes, seu comandante, possibilitou a derrota dos revoltosos comunistas, que na calada da noite de 27 de novembro iniciaram o covarde assassinato de seus irmãos de armas que estavam dormindo, porém com preferências ideológicas diferentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 1939, é criado o 1º Corpo de Base, subordinado ao 1º RAv, com a incumbência de realizar o apoio administrativo e de segurança das instalações da área ocupada pelo Regimento. Com a criação do Ministério da Aeronáutica, em 20 de janeiro de 1941, inúmeras modificações ocorreram e pelo Decreto-lei no 5.198, de 16 de janeiro de 1943, o 1º RAv é transferido para o Aeroporto Bartolomeu de Gusmão, que passaria a chamar-se Base Aérea de Santa Cruz posteriormente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para ocupar as instalações, é criado, em 05 de outubro de 1944, pelo Decreto-lei nº 6.926, o 2º Grupo de Transporte &#8211; 2º GT, equipado com aeronaves Douglas C-47 e subordinado à Diretoria de Rotas Aéreas, com a incumbência de realizar as missões do Correio Aéreo Nacional &#8211; CAN. Essa Unidade Aérea permaneceu nos Afonsos até 01 de agosto de 1952, quando, pelo Decreto nº 31.232, a sede da Unidade é transferida para a Base Aérea do Galeão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O recebimento dos Fairchild C-82 pela FAB, que sendo destinados ao 2º GT, a fim de apoiar as missões de colaboração com a Brigada Pára-quedista do Exército, a Portaria 51/GM2, de 18 de novembro de 1954, determina a volta da Unidade para os Afonsos, onde permaneceu até a sua transformação no 1º Grupo de Transporte de Tropas &#8211; 1º GTT, organizado pelo Decreto no 43.089, de 22 de janeiro de 1958.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aproveitando o espaço existente e a afinidade de missões, já que também apoiaria o Exército, foi criada nos Afonsos pelo Decreto nº 38.295, de 12 de dezembro de 1955, a 1ª Esquadrilha de Ligação e Observação &#8211; 1ª ELO, equipada com aeronaves Cessna L-19A Bird Dog. Tal Unidade permaneceu em atividades até 19 de julho de 1972, quando, pela Portaria 019/GM3, foi desativada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Continuando as suas evoluções de estrutura, é criada pelo Decreto nº 42.737, de 04 de dezembro de 1957, a Base Aérea dos Afonsos &#8211; BAAF, subordinada ao Comando de Transporte Aéreo &#8211; COMTA e teria a incumbência de apoiar o 1º GTT e a 1ª ELO, nas atividades de colaboração com o Exército Brasileiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em decorrência da evolução na aviação de asas rotativas da FAB, ocorrida em 1980, é transferido para a BAAF o 3º/8º Grupo de Aviação &#8211; 3º/8º GAV, pelo Decreto nº 85.268, de 20 de outubro de 1980, equipado com aeronaves Aerospatiale AS-330 Puma CH-33.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na atualidade, a BAAF abriga três importantes Unidades operacionais da FAB, a saber: 1º GTT, dotado com dois Esquadrões equipados, respectivamente com aeronaves DHC-5A Buffalo e Lockheed C-130E Hércules; o 3º/8º GAV, equipado com helicópteros Eurocopter CH-34 Super Puma e aviões Neiva Regente ELO L-42 e o Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento &#8211; EAS, conhecido como PARA-SAR, que é uma Unidade de pronto emprego da FAB, adestrada para o resgate de tripulantes abatidos em combate e um grande rol de outras tarefas correlatas.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Agradecimentos aos Cel.-Av. Antonio Luiz Corrêa, Cel.-Av. Aparecido Camazano Alamino e Cel.-Av. Antonio Ricieri Biasus pela colaboração na preparação desta página.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;</p>
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		<title>Base Aérea de Salvador</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rudnei]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Dec 2020 17:22:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bases Aéreas]]></category>
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					<description><![CDATA[A Base Aérea de Salvador foi criada em 5 de novembro de 1942, através do Decreto-Lei nº 4.916, com a missão de apoiar a campanha aliada contra a ação dos submarinos do Eixo durante a IIª GM. A BASV é localizada próxima à cidade de Salvador, Bahia, sendo subordinada ao IIº Comando Aéreo Regional. Inicialmente ... <a title="Base Aérea de Salvador" class="read-more" href="https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/2020/12/28/base-aerea-de-salvador/" aria-label="Read more about Base Aérea de Salvador">Ler mais</a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><figure id="attachment_4478" aria-describedby="caption-attachment-4478" style="width: 223px" class="wp-caption alignleft"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-4478" src="https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2022/01/BASV-233x300.png" alt="" width="233" height="300" srcset="https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2022/01/BASV-233x300.png 233w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2022/01/BASV.png 350w" sizes="(max-width: 233px) 100vw, 233px" /><figcaption id="caption-attachment-4478" class="wp-caption-text">Base Aérea de Salvador</figcaption></figure></p>
<p>A Base Aérea de Salvador foi criada em 5 de novembro de 1942, através do Decreto-Lei nº 4.916, com a missão de apoiar a campanha aliada contra a ação dos submarinos do Eixo durante a IIª GM. A BASV é localizada próxima à cidade de Salvador, Bahia, sendo subordinada ao IIº Comando Aéreo Regional.</p>
<p>Inicialmente a BASV utilizou aviões cedidos pelo Aeroclube de Salvador, bem como o campo de pouso deste. Posteriormente, passou a operar aviões NA 44, oriundas da Escola de Aviação da Aeronáutica. Apesar desses aviões serem desarmados, a sua simples presença em missões de observação sobre o Atlântico contribuiu para dar um certo grau de proteção aos comboios aliados. Durante a guerra, aviões da Marinha dos EUA operaram da BASV em missões de patrulha anti-submarina.</p>
<p>Após a guerra, o 1º/7º Grupo de Aviação foi ativado na BASV, equipado sucessivamente com aviões NA B-25 Mitchell, Lockheed P-15 Neptune e EMB P-95 Bandeirante Patrulha.</p>
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		<title>Base Aérea de Santos</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Dec 2020 17:21:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bases Aéreas]]></category>
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					<description><![CDATA[No dia 22 de outubro de 1922, foi lançada a pedra fundamental do &#8220;Posto de Aviação de Santos&#8221;, no chamado Sítio de Conceiçãozinha, em cerimônia que contou com a presença do Exmo. Sr. Presidente da República, Dr. Epitácio Pessoa. O Sítio de Conceiçãozinha, no entanto, mostrou-se inadequado para a construção das instalações e um outro ... <a title="Base Aérea de Santos" class="read-more" href="https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/2020/12/28/base-aerea-de-santos/" aria-label="Read more about Base Aérea de Santos">Ler mais</a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><figure id="attachment_4479" aria-describedby="caption-attachment-4479" style="width: 223px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-4479" src="https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2022/01/BAST-233x300.png" alt="" width="233" height="300" srcset="https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2022/01/BAST-233x300.png 233w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2022/01/BAST.png 350w" sizes="auto, (max-width: 233px) 100vw, 233px" /><figcaption id="caption-attachment-4479" class="wp-caption-text">Base Aérea de Santos</figcaption></figure></p>
<p>No dia 22 de outubro de 1922, foi lançada a pedra fundamental do &#8220;Posto de Aviação de Santos&#8221;, no chamado Sítio de Conceiçãozinha, em cerimônia que contou com a presença do Exmo. Sr. Presidente da República, Dr. Epitácio Pessoa. O Sítio de Conceiçãozinha, no entanto, mostrou-se inadequado para a construção das instalações e um outro local foi escolhido, junto à Vila da Bocaina.</p>
<p>Surgiu então, naquele local, a Base de Aviação Naval de Santos, unidade da Aviação Naval da Marinha de Guerra, cuja construção foi iniciada a partir de 1925. Em 1927, um dos tantos pioneiros brasileiros da aviação, João Ribeiro de Barros, pousou em Santos com o &#8220;JAHU&#8221;, um hidroavião Savoia-Marchetti. A partir de 1934, a Base passou a dar apoio à linha Rio de Janeiro &#8211; Rio Grande do Sul do Correio Aéreo Naval.</p>
<p>A 20 de janeiro de 1941, a Base de Aviação Naval de Santos passou à subordinação do recém-criado Ministério da Aeronáutica; em maio daquele ano, foi redenominada como Base Aérea de Santos &#8211; BAST, unidade da Força Aérea Brasileira.</p>
<p>Durante os sombrios dias da IIª Guerra Mundial, e particularmente após a declaração de guerra à Alemanha e Itália em 22 de agosto de 1942, a BAST apoiou as patrulhas anti-submarino, cobrindo a faixa do litoral deste Paranaguá até Ubatuba, e de escolta a comboios, chegando e saindo do Porto de Santos. Em 1945, a vigilância em torno das instalações militares na Baixada Santista foi redobrada, dada a declaração de guerra do Brasil ao Japão. Com a suspensão do Estado de Guerra em novembro de 1945, contabilizou-se a valiosa contribuição da BAST no esforço de guerra: 2.255 horas de vôo em 1.246 missões de patrulhamento.</p>
<p>Ao terminar a guerra, voltou-se a BAST para o apoio à população civil da região, transportando estudantes, professores, religiosos e médicos, e evacuando enfermos. Em 1967, a BAST passou a designar-se Destacamento de Base Aérea de Santos, e passou a abrigar em suas instalações o Centro de Instrução e Emprego de Helicópteros, responsável pela instrução de pilotos e mecânicos em aeronaves de asas rotativas.</p>
<p>No dia 20 de outubro de 1967 chegaram a Santos os primeiros helicópteros do Centro: um Sikorski SH-19 (FAB 8507) e três Bell H-13H (FAB 8502, 8515 e 8522). Pouco mais de um mês após a chegada dessas aeronaves, uma tripulação do Centro realizou a primeira missão de busca e salvamento, a 22 de novembro, transportando uma pessoa gravemente ferida de Iguape para um hospital em Santos.</p>
<p>Em 4 de junho de 1973, o Centro foi substituído pela ALA 435, cuja existência perdurou até 1979; redesignada então como Base Aérea de Santos, passou a abrigar o 1º/11º Grupo de Aviação, unidade dedicada à formação de pilotos e mecânicos de helicópteros da FAB, além de desempenhar missões de busca e salvamento e operações aéreas especiais.</p>
<p>Ao longo de sua história, inúmeras foram as missões de resgate executadas por tripulações sediadas na BAST como, por exemplo, durante o incêndio do Edifício Joelma, na cidade de São Paulo, em 1974; e quando das enchentes no Estado de Santa Catarina, em 1983. Voando em condições precárias de visibilidade, essas tripulações cumpriram com o seu dever: defender o Brasil e seu povo, se necessário, em troca de suas próprias vidas.</p>
<p>* Agradecimentos à BAST e ao Cap.-Inf. R. Hebmuller pela colaboração na preparação desta página.</p>
<p>Bibliografia:</p>
<ol>
<li>Histórico. Base Aérea de Santos.</li>
<li>&#8220;Base Aérea de Santos &#8211; 75 anos&#8221;. In: Aerovisão, Ano XXII, Nº 191, Agosto/Outubro 1997.</li>
</ol>
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		<title>Base Aérea de São Paulo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rudnei]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Dec 2020 17:20:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bases Aéreas]]></category>
		<category><![CDATA[FAB]]></category>
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					<description><![CDATA[A história da Base Aérea de São Paulo &#8211; BASP confunde-se com a história da aeronáutica no Estado de São Paulo. Em 17 de dezembro de 1913, Rodrigues Alves, Presidente daquele estado, sancionou a criação da Escola de Aviação da Força Pública de São Paulo. Ela funcionou por pouco meses, em Guapira, tendo aparentemente formado ... <a title="Base Aérea de São Paulo" class="read-more" href="https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/2020/12/28/base-aerea-de-sao-paulo/" aria-label="Read more about Base Aérea de São Paulo">Ler mais</a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><figure id="attachment_4480" aria-describedby="caption-attachment-4480" style="width: 223px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-4480" src="https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2022/01/BASP-233x300.png" alt="" width="233" height="300" srcset="https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2022/01/BASP-233x300.png 233w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2022/01/BASP.png 350w" sizes="auto, (max-width: 233px) 100vw, 233px" /><figcaption id="caption-attachment-4480" class="wp-caption-text">Base Aérea de São Paulo</figcaption></figure></p>
<p>A história da Base Aérea de São Paulo &#8211; BASP confunde-se com a história da aeronáutica no Estado de São Paulo. Em 17 de dezembro de 1913, Rodrigues Alves, Presidente daquele estado, sancionou a criação da Escola de Aviação da Força Pública de São Paulo. Ela funcionou por pouco meses, em Guapira, tendo aparentemente formado apenas um piloto (Ten. Aristides Muza), e em 1914 foi forçada a interromper suas atividades, devido à falta de peças sobressalentes, mão-de-obra especializada e falta de infraestrutura.</p>
<p>Em 9 de dezembro de 1919, uma lei estadual restabelece a Escola de Aviação, agora com sede no Campo de Marte, à margem direita do rio Tietê, em uma área antes utilizada para exercícios de equitação. A escola começou a funcionar desde o dia 27 de fevereiro de 1920, equipada com três aeronaves Oriolles e cinco Curtiss JN, e foi inaugurada oficialmente no dia 26 de abril de 1920. No dia seguinte, recebeu a ilustre visita de Alberto Santos-Dumont, o qual foi homenageado com um show de acrobacia aérea realizado por Orthon William Hoover, um piloto americano, veterano da Iª Guerra Mundial e então instrutor da escola. Ao final do ano, seus pilotos já realizavam voos pelo interior do estado.</p>
<p>No entanto, apenas uma turma foi formada, e ao final de 1920 Orthon Hoover rescindiu seu contrato com o estado. Em 1922, as oficinas da escola foram fechadas; algumas de suas aeronaves foram armazenadas, outras vendidas e outras, ainda, doadas à Marinha de Guerra.</p>
<p>Quando da Revolução de 1924, o Campo de Marte foi utilizado pelos revolucionários, para o desempenho de missões de reconhecimento, orientadas pelos Tenente-Observador Eduardo Gomes e Tenente-Aviador da Força Pública Reynaldo Gonçalves, com o concurso do Terceiro-Sargento Carlos Rodrigues Coelho e de outros quatro pilotos, todos estrangeiros. Em 13 de julho, Eduardo Gomes tenta realizar a primeira missão, a qual foi abortada devido a pane na aeronave.</p>
<p>Em 31 de dezembro de 1924, o serviço de aviação da Força Pública é reativado, sob instigação do novo comandante da Força, Coronel Pedro Dias de Campos. Dessa vez, no entanto, pretendia-se estabelecer também uma esquadrilha de aviação, além da reativação da escola. A 1º de julho de 1925, foi inaugurada a Esquadrilha; já na escola de aviação, abriam-se vagas para os cursos de piloto-aviador de combate, observador-bombardeador, aperfeiçoamento e mecânico. Quatro dos aviões que se encontravam armazenados desde 1914 (quando se encerraram as atividades da primeira escola de aviação da Força) foram entregues à escola, para o reaparelhamento da mesma.</p>
<p>Em 29 de julho de 1929, aterrissava no Campo de Marte um monoplano biplace Klemm, pertencente à ETA &#8211; Empresa de Transportes Aéreos, primeira empresa aeroviária brasileira, a qual realizava assim seu primeiro voo, desde o Rio de Janeiro, ligando assim as duas principais cidades do país, à época.</p>
<p>Até 1930, o serviço de aviação da Força Pública desenvolveu-se consideravelmente, com o estabelecimento de campos de pouso no interior do estado, aquisição de novas aeronaves e expansão dos quadros de pilotos, observadores e mecânicos. Mas o canto de cisne do serviço de aviação foi a Revolução de Outubro de 1930; como a Força Pública participou dos combates ao lado dos legalistas, a vitória dos revolucionários trouxe inevitavelmente o fim do serviço de aviação e, particularmente, da Esquadrilha de Aviação da Força Pública, a qual foi dissolvida a 18 de dezembro de 1930. Todo o equipamento e munição foi transferido ao Exército, encerrando assim mais uma vez as atividades aéreas da Força Pública de São Paulo.</p>
<p>Em 21 de março de 1932, realizou-se no Campo de Marte a primeira festa de planadores, organizado pelo Grupo Makenzie de Planadores.</p>
<p>Ainda em 1932, o Campo de Marte volta a figurar na história aeronáutica militar brasileira. Com a deflagração da Revolução Constitucionalista na noite de 9 de julho, os revoltosos paulistas conseguem reunir algumas aeronaves, através da ocupação do Campo de Marte, que à época sediava aeronaves da Aviação Militar do Exército. Com isso, a Aviação Constitucionalista tinha, na manhã do dia 10 de julho, quatro aeronaves: dois Potez 25 TOE e dois Waco CSO. Outras aeronaves foram agregadas nas semanas seguintes, incluindo dois aviões legalistas (um Waco CSO e um Nieuport-Délage NiD-72) levados por pilotos que haviam aderido aos revoltosos. Esses, por sua vez, adquiriram aviões Curtiss Falcon O-1E nos Estados Unidos, os primeiros dos quais foram entregues em 1º de setembro (tortuosamente via Argentina e Paraguai, até o território brasileiro). Apenas quatro Falcon foram entregues antes do fim das hostilidades, o que não impediu que realizassem missões de bombardeio (a primeira a 20 de setembro, contra o campo legalista em Mogi-Mirim).</p>
<p>Após o término do conflito, o Campo de Marte voltou a ser utilizado pela Aviação Militar. Em 20 de janeiro de 1941, com a criação do Ministério da Aeronáutica, as organizações militares da Aviação Militar e Aviação Naval foram transferidas para as recém-criadas Forças Aéreas Nacionais, posteriormente redenominadas como Força Aérea Brasileira.</p>
<p>Assim, a 22 de maio do mesmo ano, foi criado o 2º Corpo de Base Aérea, sediado no Campo de Marte. A 17 de agosto de 1944, foi criado o 2º Grupo de Bombardeio Picado, com sede em São Paulo (não foi ativado, no entanto, devido à inadequação das aeronaves Vultee A-31/35 Vengeance com os quais deveria ter sido equipado). No dia 29 de agosto de 1944, foi criada a Base Aérea de São Paulo &#8211; BASP, ocupando as históricas instalações no Campo de Marte.</p>
<p>A 5 de outubro de 1944, encontram-se sediados na BASP o 2º Grupo de Bombardeio Leve, equipado com os Douglas A-20, e o Grupo Misto de Instrução, unidade de instrução no solo aos artífices da FAB, e em cujo acervo contavam-se aeronaves como o Douglas B-18 Bolo (um de três recebidos pela FAB nos sombrios dias de 1942), Republic RP-47B Thunderbolt (o único da versão B recebido pela FAB) e um Consolidated B-24 Liberator.</p>
<p>O crescimento da cidade de São Paulo levou o Ministério da Aeronáutica a transferir a BASP para os terrenos da Fazenda Cumbica (a qual havia sido doada por Eduardo Guinle), no município de Guarulhos, o que foi efetivado a 26 de janeiro de 1945.</p>
<p>Entre as unidades que lá foram sediadas, contam-se o 1º/10º Grupo de Aviação (de março de 1947 a dezembro de 1978), o qual operou os Douglas A-20, Beechcraft RT-11, North-American B-25J, Douglas B-26 Invader e o EMB.326GB RT-26 Xavante; e o 2º/10º Grupo de Aviação (de dezembro de 1957 a janeiro de 1972), equipado com os Grumman G-64 Albatroz e helicópteros Sikorski S-55 SH-19D (até 1970) e Bell 205D SH-1D.</p>
<p>Na atualidade, a BASP, dividindo seu espaço com o Aeroporto Internacional de São Paulo, sedia o 4º Esquadrão de Transporte Aéreo, o Instituto de Logística da Aeronáutica e Divisão de Catalogação da Diretoria de Material, aos quais a base apoia em suas atividades diuturnas.</p>
<p>* Agradecimentos à BASP pela colaboração na preparação desta página.</p>
<p>Bibliografia:</p>
<ol>
<li>&#8220;História Geral da Aeronáutica Brasileira&#8221;, V. 1, Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica, Rio de Janeiro, 1991.</li>
<li>&#8220;História Geral da Aeronáutica Brasileira&#8221;, V. 2, Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica, Rio de Janeiro, 1991.</li>
<li>Histórico da Base Aérea de São Paulo.</li>
</ol>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Base Aérea de Santa Maria</title>
		<link>https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/2020/12/28/base-aerea-de-santa-maria/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rudnei]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Dec 2020 17:19:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bases Aéreas]]></category>
		<category><![CDATA[FAB]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><figure id="attachment_4481" aria-describedby="caption-attachment-4481" style="width: 223px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-4481" src="https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2022/01/BASM-233x300.png" alt="" width="233" height="300" srcset="https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2022/01/BASM-233x300.png 233w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2022/01/BASM.png 350w" sizes="auto, (max-width: 233px) 100vw, 233px" /><figcaption id="caption-attachment-4481" class="wp-caption-text">Base Aérea de Santa Maria</figcaption></figure></p>
<p>A atual Base Aérea de Santa Maria &#8211; BASM, localizada próxima à cidade Santa Maria, RS, foi inaugurada a 15 de outubro de 1971. É, certamente, rica em sua história, pois pode-se traçar as suas origens ao ano de 1921, quando a antiga Aviação Militar do Exército Brasileiro criou um campo de aviação na região, tendo sido lá sediadas as 1ª Esquadrilha de Bombardeiro, 1ª Esquadrilha de Caça e 1ª Companhia Provisória de Parque de Aviação.</p>
<p>Em 1930, aquelas unidades foram dissolvidas; porém, a partir do dia 29 de março de 1933, foi lá sediado, provisoriamente, o 3º Regimento de Aviação, o qual veio a transferir-se no ano seguinte para o distrito de Canoas, próximo à capital do estado, Porto Alegre. Em 1944, em função da II Guerra Mundial, foi construído o aeródromo de Santa Maria, em terras desapropriadas para esse fim, no distrito de Camobi. O aeródromo, onde hoje se situa a BASM, foi construído com o auxílio de unidades de engenharia do Exército dos EUA. Em consonância com a política estratégica da FAB à época, a construção da BASM, em região central do estado do Rio Grande do Sul, veio a ampliar a projeção do poder aeroespacial da FAB na região Sul do Brasil.</p>
<p>A BASM é uma das maiores e mais importantes Unidades da FAB, abrigando atualmente o <a href="https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/2021/01/05/1o-10o-grupo-de-aviacao-esquadrao-poker/">1º/10º Grupo de Aviação</a>, o <a href="https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/2021/01/05/3o-10o-grupo-de-aviacao-esquadrao-centauro/">3º/10º Grupo de Aviação</a>, o <a href="https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/2021/01/05/5o-8o-grupo-de-aviacao-esquadrao-pantera/">5º/8º Grupo de Aviação</a>, o <a href="https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/2021/01/06/1o-12o-grupo-de-aviacao-esquadrao-horus/">1º/12º Grupo de Aviação</a>, o 4º/1º Grupo de Comunicações e Controle e um Destacamento de Proteção ao Voo.</p>
<p>A BASM tem por missão precípua participar da supremacia da FAB sob o espaço aéreo brasileiro, continental e marítimo, delimitado pela fronteira sul do Brasil, juntamente com sua coirmã Base Aérea de Canoas. Para tanto, dispõe das aeronaves e radares ali sediados, apoiando os voos militares e civis na região, sempre destacando-se nos treinamentos e manobras realizadas.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Sentinela Alada do Pampa!</strong></p>
<p>Bibliografia:</p>
<ol>
<li>Histórico. Base Aérea de Santa Maria.</li>
</ol>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Base Aérea de Santa Cruz</title>
		<link>https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/2020/12/28/base-aerea-de-santa-cruz/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rudnei]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Dec 2020 17:17:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bases Aéreas]]></category>
		<category><![CDATA[FAB]]></category>
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					<description><![CDATA[Criada a 21 de agosto de 1944, a Base Aérea de Santa Cruz &#8211; BASC, situada no estado do Rio de Janeiro, é uma das principais bases da Força Aérea Brasileira, sediando os 1º e 2º esquadrões do 1º Grupo de Aviação de Caça, o 1º/7º Grupo de Aviação, o 3º/8º Grupo de Aviação e ... <a title="Base Aérea de Santa Cruz" class="read-more" href="https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/2020/12/28/base-aerea-de-santa-cruz/" aria-label="Read more about Base Aérea de Santa Cruz">Ler mais</a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><figure id="attachment_4482" aria-describedby="caption-attachment-4482" style="width: 223px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-4482" src="https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2022/01/BASC-233x300.png" alt="" width="233" height="300" srcset="https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2022/01/BASC-233x300.png 233w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2022/01/BASC.png 350w" sizes="auto, (max-width: 233px) 100vw, 233px" /><figcaption id="caption-attachment-4482" class="wp-caption-text">Base Aérea de Santa Cruz</figcaption></figure></p>
<p>Criada a 21 de agosto de 1944, a Base Aérea de Santa Cruz &#8211; BASC, situada no estado do Rio de Janeiro, é uma das principais bases da Força Aérea Brasileira, sediando os 1º e 2º esquadrões do 1º Grupo de Aviação de Caça, o 1º/7º Grupo de Aviação, o 3º/8º Grupo de Aviação e o 1º/1º Grupo de Comunicações e Controle.</p>
<p>A sede da BASC é de grande importância histórica. É situada em terras da antiga Fazenda de Santa Cruz, aonde viveram grande parte de suas vidas o rei de Portugal, D. João VI, e o imperador do Brasil, D. Pedro I. Na década de 30, tornou-se famosa por receber os famosos dirigíveis rígidos &#8220;Zeppelin&#8221;. Com o desejo de estabelecer de forma permanente uma linha aérea ligando a Alemanha ao Brasil, a empresa &#8220;Luftschiffbau Zeppelin Gmbh.&#8221; consultou o governo brasileiro sobre tal possibilidade. Assim foi que em 31 de março de 1934 a companhia alemã foi autorizada a estabelecer tal serviço; dois anos após, foi inaugurado o primeiro aeródromo dedicado à operação de dirigíveis na América do Sul, localizado na Fazenda de Santa Cruz e recebendo o nome de Aeroporto Bartolomeu de Gusmão, em honra ao pioneiro brasileiro da aeroestação.</p>
<p>Um imponente hangar para abrigar dois dirigíveis foi construído e inaugurado a 26 de dezembro de 1936, na presença do presidente do Brasil, Getúlio Dornelles Vargas e do embaixador da Alemanha, Schmidt Elskop. O hangar tem 270m de comprimento, 50m de largura, 53,58m de altura e pé direito de 35m. Quatro plataformas rolantes sob o teto foram instaladas, para permitir a manutenção dos dirigíveis. Todas as instalações elétricas do hangar eram seladas, para impedir a ocorrência de um incêndio, devido à alta volatilidade do hidrogênio, gás que sustentava os dirigíveis. Dada sua importância histórica, o hangar foi tombado como patrimônio histórico nacional em 14 de março de 1999.</p>
<p>Além do hangar, que continua em uso até hoje, abrigando as aeronaves da FAB, também foi construído à época uma torre de atracação, de desenho único, telescópica (alcançando alturas de 16m a 21,5m), permitindo operar tanto com o &#8220;Graf von Zeppelin&#8221; ou com o &#8220;Hindenburg&#8221;.</p>
<p>A destruição do &#8220;Hindenburg&#8221; devido à uma explosão enquanto estava sendo atracado em Lakehurst, E.U.A., no dia 7 de maio de 1937, causando a morte de 35 dos 97 passageiros, levou à suspensão dos voos dos &#8220;zeppelins&#8221;. Em 12 de fevereiro de 1942, após o rompimento de relações diplomáticas entre o Brasil e a Alemanha, como resultado de acordos diplomáticos dos países americanos, a concessão de operação do aeroporto foi cassada, e sua operação foi transferida ao Ministério da Aeronáutica.</p>
<p>Naquele mesmo ano, o 1º Regimento de Aviação &#8211; 1º RAv foi transferido do Campo dos Afonsos para o Aeroporto Bartolomeu de Gusmão, a fim de desempenhar missões de patrulha marítima e escolta de comboios navegando na região. Em 1943, com a decisão do governo brasileiro de enviar uma unidade aérea de combate para participar do esforço aliado na Europa, foi instalada no aeroporto uma unidade de treinamento, com o objetivo de criar uma reserva de pilotos para emprego no teatro de operações europeu.</p>
<p>Durante a guerra, uma unidade de dirigíveis da Marinha dos E.U.A., equipada com os famosos &#8220;blimps&#8221;, foi sediada no aeroporto, realizando missões de patrulha antissubmarina e escolta a comboios no Atlântico Sul.</p>
<p>O 1º Grupo de Aviação de Caça &#8211; 1º GAVCA, subordinado ao 1º RAv, foi criado a 18 de dezembro de 1943 e, após treinamento am Aguadulce, Panamá e em Suffolk Field, E.U.A., chegou à Itália em 6 de outubro de 1944. Um dia antes, foi transferido para o efetivo do 1º RAv o 2º Grupo de Aviação de Caça, unidade criada a 17 de agosto de 1944 em Natal &#8211; RN e equipada com os famosos Curtiss P-40 (nas versões E, K-10, K-15 e M). Em 21 de agosto de 1944, o aeroporto passou a denominar-se Base Aérea de Santa Cruz, nome que mantém até os dias de hoje. Ao final do mês de maio de 1945, a BASC sediava também o 1º Grupo de Bombardeio Picado, equipado com os Vultee A-31/A-35 &#8220;Vengeance&#8221;, o qual não chegou a tornar-se operacional.</p>
<p>Após a guerra, a BASC acolheu o 1º GAVCA, vitorioso sobre os céus da Itália, o qual operava aeronaves Republic P-47D Thunderbolt, trazidas dos E.U.A. quando do retorno do 1º GAVCA da campanha na Itália. Os P-47D utilizados pela unidade na Itália foram desmontados e trazidos de navio, passando a equipar o 2º GAVCA, o qual transferiu seus P-40 para o 3º GAVCA, sediado na Base Aérea de Canoas &#8211; BACO, no Rio Grande do Sul. Em 1946, o 2º GAVCA passou a operar como unidade de treinamento, responsável pelo Estágio para Seleção de Pilotos de Caça.</p>
<p>Em 1947, com a reorganização das unidades da FAB e consequente desativação dos Regimentos de Aviação, a BASC passou a abrigar os 1º e 2º esquadrões do 9º Grupo de Aviação, novas designações dos 1º GAVCA e 2º GAVCA. Porém, em 14 de outubro de 1949, o 9º GAV foi redenominado 1º Grupo de Aviação de Caça.</p>
<p>No dia 19 de dezembro de 1950, a BASC passou a abrigar o 1º Esquadrão de Controle e Alarme, unidade de controle aerotático cuja finalidade era apoiar o 1º GAVCA.</p>
<p>Em 6 de fevereiro de 1957, foi criado o 1º Grupo de Aviação Embarcada, sediado na BASC, o qual foi a unidade da FAB embarcada no porta-aviões &#8220;Minas Gerais&#8221;, da Marinha do Brasil, até a desativação de seus Grumman P-16 Tracker em 1996.</p>
<p>Em 1972, foi criado na BASC o 3º Esquadrão Misto de Reconhecimento e Ataque &#8211; 3º EMRA, o qual foi redesignado 1º/13º Grupo de Aviação em 9 de setembro de 1980, tendo permanecido sediado na BASC até a sua desativação em 3 de maio de 1989.</p>
<p>Em 19 de dezembro de 1976 o Destacamento de Proteção ao Voo de Santa Cruz passou a desempenhar suas atividades de controle de tráfego aéreo na região, integrado ao Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro.</p>
<p>A 11 de setembro de 1985 o 1º ECA foi redesignado como 1º/1º Grupo de Comunicações e Controle.</p>
<p>Em 7 de novembro de 1988, foi ativado na BASC o 1º/16º Grupo de Aviação, primeira unidade da FAB a operar as aeronaves de ataque AMX A-1.</p>
<p>Devido às restrições de espaço físico existentes na Base Aeronaval de São Pedro da Aldeia, foi transferida para a BASC, em 1995, a 2ª Esquadrilha de Ligação e Observação, equipada com aeronaves EMBRAER EMB.312 Tucano e dedicada a operações em conjunto com a Marinha do Brasil.</p>
<p>A 31 de julho de 1999, o 1º GAE foi redenominado como 4º/7º Grupo de Aviação, operando os EMBRAER EMB.111 P-95 Bandeirante Patrulha em missões de patrulha marítima.</p>
<p>Bibliografia:</p>
<ol>
<li>Edição Comemorativa dos 54 Anos da Base Aérea de Santa Cruz. BASC, 1999.</li>
<li>J.E. Magalhães Motta, &#8220;Força Aérea Brasileira 1941-1961 &#8211; Como eu a vi&#8230;&#8221;, INCAER, Rio de Janeiro, 1992.</li>
</ol>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Base Aérea do Recife</title>
		<link>https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/2020/12/28/base-aerea-do-recife/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rudnei]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Dec 2020 17:15:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bases Aéreas]]></category>
		<category><![CDATA[FAB]]></category>
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					<description><![CDATA[Durante os primeiros anos da IIª Guerra Mundial, o governo brasileiro temia uma possível invasão do Nordeste do Brasil, tendo em vista os sucessos dos exércitos alemão e italiano no Norte da África; além disso, Dakar, o ponto mais próximo do Brasil na África, era controlada pelo governo francês de Vichy, colaboracionista do governo nazista. ... <a title="Base Aérea do Recife" class="read-more" href="https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/2020/12/28/base-aerea-do-recife/" aria-label="Read more about Base Aérea do Recife">Ler mais</a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><figure id="attachment_4483" aria-describedby="caption-attachment-4483" style="width: 223px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-4483" src="https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2022/01/BARF-233x300.png" alt="" width="233" height="300" srcset="https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2022/01/BARF-233x300.png 233w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2022/01/BARF.png 350w" sizes="auto, (max-width: 233px) 100vw, 233px" /><figcaption id="caption-attachment-4483" class="wp-caption-text">Base Aérea do Recife</figcaption></figure></p>
<p>Durante os primeiros anos da IIª Guerra Mundial, o governo brasileiro temia uma possível invasão do Nordeste do Brasil, tendo em vista os sucessos dos exércitos alemão e italiano no Norte da África; além disso, Dakar, o ponto mais próximo do Brasil na África, era controlada pelo governo francês de Vichy, colaboracionista do governo nazista.</p>
<p>Com a guerra aumentando de proporções, principalmente quanto aos ataques submarinos do Eixo à navios mercantes aliados e brasileiros, e a fragilidade das defesas brasileiras no Nordeste, o recém-criado Ministério da Aeronáutica estabeleceu diversas bases aéreas ao longo da costa.</p>
<p>Tendo a guerra como pano de fundo, foi criada a Base Aérea do Recife &#8211; BARF a 24 de julho de 1941. Dentre as bases aéreas da FAB, destaca-se a BARF por ter sido criada após a criação da FAB.</p>
<p>Iniciando suas atividades a 23 de outubro do mesmo ano, a BARF desempenhou importante papel durante a IIª GM, abrigando inicialmente o 6º Regimento de Aviação &#8211; 6º RAv, o qual utilizou as aeronaves Vought V-65B Corsair, North-American NA-72, Douglas B-18 Bolo, Lockheed A-28A Hudson e Curtiss P-36A, a partir de 1942. A partir de julho de 1944, a BARF sediou o 1º Grupo de Bombardeio Médio, equipado com o Lockheed-Vega PV-1 Ventura. As missões desempenhadas eram as de escolta a comboios, patrulha antissubmarina e busca no litoral do Nordeste.</p>
<p>Com o final da guerra e posterior reorganização da FAB, o 6º RAv foi desativado e em seu lugar, a 24 de março de 1947, foi criado o 1º/6º Grupo de Aviação &#8211; 1º/6º GAV, não tendo, no entanto, sido ativado.</p>
<p>Em junho de 1951, o Centro de Treinamento de Quadrimotores &#8211; responsável pela introdução em serviço dos famosos Boeing B-17G Fortaleza Voadora &#8211; foi transferido da Base Aérea do Galeão para a BARF. Em 15 de outubro de 1953, foi ativado o 1º/6º GAV &#8220;Carcará&#8221;, o qual herdou os B-17G do extinto Centro e passou a desempenhar missões de busca e salvamento, reconhecimento fotográfico e, eventualmente, transporte aéreo.</p>
<p>Em 20 de novembro de 1957, foi criado o 6º Grupo de Aviação, composto pelos seus 1º e 2º esquadrões. Este último já havia sido absorvido pelo 1º/6º GAV quando da desativação das aeronaves B-17G, em 1968; para substituí-las, o 1º/6º GAV recebeu os Lockheed SC-130 Hércules; atualmente, opera as aeronaves EMBRAER R-95 Bandeirante e Gates Learjet R-35A em missões de reconhecimento.</p>
<p>Na década de 60, a BARF sediou também a Esquadrilha de Reconhecimento e Ataque 21 &#8211; ERA-21, equipada com os North-American T-6. Em 20 de julho de 1973, em substituição à ERA-21, foi ativado o 2º Esquadrão Misto de Reconhecimento e Ataque &#8211; 2º EMRA. Utilizando aeronaves de asa fixa &#8211; T-6, Neiva L-42 Regente e Neiva T-25A &#8211; e aeronaves de asa rotativa &#8211; Bell OH-4 e Bell UH-1H &#8211; o 2º EMRA deu origem, em 9 de setembro de 1980, ao 2º/8º GAV &#8220;Poti&#8221;.</p>
<p>Completando o conjunto de unidades aéreas nela sediadas, a BARF abrigou também o 2º Esquadrão de Transporte Aéreo &#8220;Pastor&#8221; o qual, equipado com aeronaves EMBRAER C-95B Bandeirante, era responsável pelas missões de transporte aéreo no âmbito do II COMAR, ao qual a BARF era subordinada.</p>
<p>Em 11 de julho de 2024, a BARF foi desativada, através da Portaria N.º 1.475 GABAER/GC3.</p>
<p>Bibliografia:</p>
<ol>
<li>BARF &#8211; 50 Anos. Edição Histórica. Recife, 1991</li>
</ol>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Base Aérea de Porto Velho</title>
		<link>https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/2020/12/28/base-aerea-de-porto-velho/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rudnei]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Dec 2020 17:14:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bases Aéreas]]></category>
		<category><![CDATA[FAB]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma das mais modernas instalações da FAB, a Base Aérea de Porto Velho &#8211; BAPV é fruto de uma política de interiorização adotada pelo Ministério da Aeronáutica desde meados de 1979, quando se ressaltou a necessidade premente de se estabelecer mais fortemente na Região Amazônica, tão cobiçada pelas suas riquezas naturais. Através do Decreto Nº ... <a title="Base Aérea de Porto Velho" class="read-more" href="https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/2020/12/28/base-aerea-de-porto-velho/" aria-label="Read more about Base Aérea de Porto Velho">Ler mais</a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><figure id="attachment_4484" aria-describedby="caption-attachment-4484" style="width: 223px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-4484" src="https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2022/01/BAPV-233x300.png" alt="" width="233" height="300" srcset="https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2022/01/BAPV-233x300.png 233w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2022/01/BAPV.png 350w" sizes="auto, (max-width: 233px) 100vw, 233px" /><figcaption id="caption-attachment-4484" class="wp-caption-text">Base Aérea de Porto Velho</figcaption></figure></p>
<p>Uma das mais modernas instalações da FAB, a Base Aérea de Porto Velho &#8211; BAPV é fruto de uma política de interiorização adotada pelo Ministério da Aeronáutica desde meados de 1979, quando se ressaltou a necessidade premente de se estabelecer mais fortemente na Região Amazônica, tão cobiçada pelas suas riquezas naturais.</p>
<p>Através do Decreto Nº 89.684, de 17 de maio de 1984, foi criada a BAPV, na capital do Estado de Rondônia. Construída no período recorde de 13 meses, foi inaugurada em 31 de outubro de 1984, tendo sido seu primeiro comandante o então Ten.-Cel.-Av. Luiz Carlos Rodriguez Rodriguez.</p>
<p>A BAPV, subordinada ao VII Comando Aéreo Regional, com sede em Manaus-AM, abriga o 2º/3º Grupo de Aviação &#8211; Esquadrão &#8220;Grifo&#8221; e o 2º/8º Grupo de Aviação &#8211; Esquadrão &#8220;Poti&#8221;. São utilizadas ainda aeronaves Cessna C-98 Caravan I, em missões de transporte logístico.</p>
<p>A BAPV desenvolve também ações sociais junto à juventude de Porto Velho, auxiliando na sua educação e formação, através do apadrinhamento do Colégio Estadual Jesus Burlamaque, do Grupo de Escoteiros do Ar &#8220;O Catalina&#8221; e do Projeto &#8220;Jacamim&#8221;, este último para a recuperação de menores de rua. Contribui, assim, não só para a defesa da Nação, mas para o desenvolvimento e integração do País, fiel às tradições da FAB na Amazônia.</p>
<p>* Agradecimentos à BAPV, ao Cel.-Av. A. R. Biasus e ao Cap.-Inf. R. Hebmuller pela colaboração na preparação desta página.</p>
<p>Bibliografia:</p>
<ol>
<li>Histórico da Base Aérea de Porto Velho.</li>
</ol>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Base Aérea de Natal</title>
		<link>https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/2020/12/28/base-aerea-de-natal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rudnei]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Dec 2020 17:13:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bases Aéreas]]></category>
		<category><![CDATA[FAB]]></category>
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					<description><![CDATA[No início de 1942, as perspectivas para os Aliados não eram das melhores. Grã-Bretanha e Domínios, União Soviética e Estados Unidos amargavam pesadas derrotas. Grande parte da Ásia estava sob controle japonês; praticamente toda a Europa encontrava-se sob controle alemão e italiano; o Norte da África, com exceção do Egito, encontrava-se sob controle teuto-italiano. Temia-se ... <a title="Base Aérea de Natal" class="read-more" href="https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/2020/12/28/base-aerea-de-natal/" aria-label="Read more about Base Aérea de Natal">Ler mais</a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><figure id="attachment_5271" aria-describedby="caption-attachment-5271" style="width: 224px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-5271 size-medium" src="https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2025/04/BANT-234x300.png" alt="" width="234" height="300" srcset="https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2025/04/BANT-234x300.png 234w, https://historiadafab.rudnei.cunha.nom.br/wp-content/uploads/2025/04/BANT.png 351w" sizes="auto, (max-width: 234px) 100vw, 234px" /><figcaption id="caption-attachment-5271" class="wp-caption-text"></p>
<div class="cc-attribution-box"> </div>
</div>
<p> Base Aérea de Natal</figcaption></figure></p>
<p>No início de 1942, as perspectivas para os Aliados não eram das melhores. Grã-Bretanha e Domínios, União Soviética e Estados Unidos amargavam pesadas derrotas. Grande parte da Ásia estava sob controle japonês; praticamente toda a Europa encontrava-se sob controle alemão e italiano; o Norte da África, com exceção do Egito, encontrava-se sob controle teuto-italiano. Temia-se que, caso os britânicos fossem derrotados, o &#8220;Afrika Korps&#8221; alemão se deslocasse para a Argélia e o Marrocos &#8211; colônias da França de Vichy, colaboracionista com os alemães &#8211; de onde poderiam atacar a América do Sul.</p>
<p>Além dessa ameaça, havia outra: a do submarino. Vários navios brasileiros já haviam sido atacados, bem como de outras nacionalidades. Era mister se estabelecer bases aéreas a partir de onde aeronaves pudessem estabelecer patrulhas antissubmarino e de proteção aos comboios.</p>
<p>Foi nessas circunstâncias que foi criada a Base Aérea de Natal &#8211; BANT, situada no Campo de Parnamirim, Rio Grande do Norte. O Núcleo da Base Aérea de Natal foi criado pelo Decreto-lei nº 4142, de 2 de março de 1942; a partir de então, aeronaves lá sediadas realizaram inúmeras missões de patrulha em nosso litoral contra os submarinos do Eixo. Já em 5 de novembro do mesmo ano, o NuBANT era transformado oficialmente na Base Aérea de Natal. Nessa época, a Base brasileira, equipada com os caças Curtiss P-40, funcionava no lado Oeste do Campo, enquanto a Base norte-americana &#8211; &#8220;Parnamirim Field&#8221; &#8211; situava-se no lado Leste.</p>
<p>Além das missões de combate montadas a partir de Natal, por lá passaram um sem-número de aeronaves, as quais eram transferidas para outros Teatros de Operações Militares, através do Atlântico. Sua contribuição foi vital para a reposição dos estoques de material Aliados; por isso mesmo, foi cognominada de &#8220;Trampolim da Vitória&#8221; das Forças Aliadas.</p>
<p>Com o término da guerra, o Ministério da Aeronáutica passou a ocupar o lado americano. A área oeste da base teve vários aproveitamentos, dentre os quais o Centro de Instrução Militar, Quartel da Polícia de Aeronáutica, Esquadrilha de Adestramento e, por fim, já modernizado, o Departamento de Ensino e o Corpo de Alunos do Centro de Formação de Pilotos Militares &#8211; CFPM.</p>
<p>A 17 de agosto de 1944, pelo Decreto-Lei n.º 6.796, é criado em Natal o 2º Grupo de Caça, com aeronaves Curtiss P-40, o qual é transferido, em 5 de outubro de 1944, pelo Decreto-lei nº 6.926, para a Base Aérea de Santa Cruz &#8211; BASC, a fim de integrar-se ao 1º Regimento de Aviação. O mesmo Decreto criava, em Natal, o 1º Grupo Misto, equipado com um Esquadrão de Caça e outro de Bombardeio. Tal Grupo é extinto pelo Decreto n.º 7.907, de 28 de agosto de 1945, o qual cria em seu lugar o 5º Grupo de Bombardeio Médio &#8211; 5º GBM, equipado com aeronaves North-American B-25J Mitchell.</p>
<p>Com a reorganização das unidades da FAB, ocorrida em 1947, o Decreto-lei n.º 22.802, de 24 de março do mesmo ano, desativa o 5º GBM e, em seu lugar, cria o 5º Grupo de Aviação &#8211; 5º GAV. Seu primeiro esquadrão, o 1º/5º Grupo de Aviação &#8211; 1º/5º GAV, fica responsável pela instrução e pelo emprego da Aviação de Bombardeio da FAB, utilizando as aeronaves B-25J até 1958, quando as mesmas foram substituídas pelos Douglas B-26B/C Invader. Os Morane-Saulnier MS-760 Paris C-41 substituíram-nos no início dos anos 70, os quais foram, por sua vez, substituídos pelos Beechcraft TC-45T &#8220;Muriçoca&#8221;, com os quais se encerrou esse tipo de instrução na FAB.</p>
<p>A compra dos Gloster Meteor pela FAB no início dos anos 50, a instrução dos pilotos de caça que, à época, era ministrada pelo 3º/1º GpAvCa, sediado na BASC, levou tal incumbência para Natal. Em 6 de novembro de 1953, chegavam os primeiros nove aviões Republic P-47D Thunderbolt para constituir o 2º/5º Grupo de Aviação &#8211; 2º/5º GAV, que teria a incumbência de formar os pilotos de caça da FAB em Natal a partir dessa data.</p>
<p>Essa Unidade operou com tal tarefa em Natal até 7 de dezembro de 1956, quando transferiu seus P-47 e a incumbência da formação dos pilotos de caça para o 1º/4º GAV, sediado na Base Aérea de Fortaleza. Por sua vez, o 1º/4º GAV transferiu seus bombardeiros B-25J para o 2º/5º GAV, assumindo a tarefa de formação de pilotos de bombardeio e em aeronaves bimotoras.</p>
<p>A BANT também sediou a Esquadrilha de Reconhecimento e Ataque 21 &#8211; ERA-21, transferida da Base Aérea de Recife, pela Portaria 026/GM3; a ERA-21 lá permaneceu de 9 de maio de 1967 a 26 de dezembro de 1969, quando as ERAs foram transformadas em Esquadrões de Reconhecimento e Ataque.</p>
<p>Em decorrência da criação do Núcleo do Centro de Formação de Pilotos Militares &#8211; NuCFPM, em Natal, em 15 de julho de 1968, a BANT foi desativada pela Portaria 016/GM7, de 24 de fevereiro de 1970, sendo o 2º/5º GAV desativado e o 1º/5º GAV transferido para a BARF, juntamente com seus Douglas B-26B/C.</p>
<p>Após quase duas décadas, a Portaria nº 625/GM3, de 12 de setembro de 1989 ativa novamente a BANT, a fim de apoiar o Comando Aéreo de Treinamento &#8211; CATRE. Tal ativação teve duração efêmera, pois em 27 de dezembro de 1990 a mesma era outra vez desativada pela Portaria 1002/GM3.</p>
<p>Em 1º de janeiro de 2002, o CATRE foi desativado e, em seu lugar, foi reativada mais uma vez a BANT, no Plano de Reestruturação da Força Aérea Brasileira. Nela se concentra toda a atividade aérea envolvendo as aeronaves AT-26 Xavante, com o 2º/5º GAV e o 1º/4º GAV, o qual foi transferido da Base Aérea de Fortaleza para a BANT em 9 de janeiro de 2002.</p>
<p>Em dezembro de 2006, o 1º/11º GAV foi transferido para a BANT e, em dezembro de 2010, o 1º/4º GAV foi transferido para a Base Aérea de Manaus. No dia 24 de outubro de 2013, o 1º/5º GAV foi transferido da Base Aérea de Fortaleza para a BANT. Em 2017, o 2º ETA foi transferido para a BANT e, em 22 de janeiro de 2018, foi a vez do 1º/8º GAV, transferido da Base Aérea de Belém.</p>
<p>Desde então, a BANT abriga os três esquadrões de treinamento operacional da FAB &#8211; 1º/5º GAV (Aviação de Transporte), 2º/5º GAV (Aviação de Caça), 1º/11º GAV (Aviação de Asas Rotativas) &#8211; além do 1º/8º GAV e do 2º ETA, tornando-a uma verdadeira &#8220;superbase&#8221; da FAB, sendo comandada por um oficial no posto de Brigadeiro do Ar. Tal distinção se reflete no novo emblema da BANT, aprovado em 2025, na forma de escudo francês (Base Operacional) e com a borda em branco, indicando o comando por Oficial-General.</p>
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