O Boeing 737 foi projetado para atender ao transporte regional de passageiros. A empresa aérea alemã Lufthansa foi a primeira a operar o Boeing 737-100, o qual apresentava capacidade para 100 passageiros. O Boeing 737-100 apresentava 60% de partes comuns ao Boeing 727, incluindo uma fuselagem com a mesma seção transversal circular, o que lhe conferia uma cabine mais ampla do que as dos seus competidores, o Douglas DC-9 e o BAC 1-11. Os motores, dois turbofans Pratt&Whitney JT8D, foram instalados sob as asas.
O primeiro voo do Boeing 737-100 foi realizado em 9 de abril de 1967. No dia 8 de agosto de 1967 foi realizado o primeiro vôo da versão Boeing 737-200, a qual apresentava uma fuselagem estendida em 1,93m. A versão definitiva, Boeing 737-200 Advanced, surgiu em 1971, e apresentava alguns refinamentos aerodinâmicos. O Boeing 737-200 permaneceu em produção até 1988, com mais de 1.114 exemplares produzidos.
No Brasil
Em 1976, a FAB recebeu dois exemplares do Boeing 737-2N3 Advanced (o sufixo -2N3 indica a série 200 e o usuário, segundo a nomenclatura da Boeing), para substituir os BAC 1-11 VC-92. Os Boeing 737-2N3 Advanced receberam a designação VC-96 e foram matriculados como FAB 2115 e 2116.
Os VC-96 foram empregados pelo 1º Esquadrão do Grupo de Transporte Especial, para realizar o transporte de autoridades (VIP), incluindo o Presidente da República.
Em 1990, os VC-96 receberam um novo padrão de pintura, todo em branco, com uma faixa azul ao longo da fuselagem.
Em 2010, os VC-96 foram substituídos pelo Embraer 190 VC-2 e retirados do serviço ativo da FAB.
CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS (Boeing 737-200 Advanced VC-96)
- Motor: 2 turbofans Pratt&Whitney JT8D-17 de 14.000 lb de empuxo
- Envergadura: 28,35 m
- Comprimento: 30,48 m
- Altura: 11,28 m
- Superfície alar: 91,05 m2
- Peso: 27.488 kg (vazio); 52.390 kg (máximo)
- Velocidade: 943 km/h (máxima, a 7.165 m)
- Razão de ascensão: 1.280 m/min
- Teto de serviço: 10.688 m
- Alcance: 4.075 km
Perfis
Bibliografia:
- J. Flores Jr., “Aeronaves Militares Brasileiras – 1916 – 2015”, Action Editora, Rio de Janeiro, 2015.
- “Os VIP’s da FAB”. Radar Associação Aeronáutica, nº 19, p. 6-12. 1996.